''Primeira separação do grupo foi ato coletivo''

Eric Kretz, BATERISTA

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2010 | 00h00

Em sua primeira turnê pela América do Sul, o baterista do grupo Stone Temple Pilots, Eric Kretz falou ao Estado, por telefone, do Chile.

O fim do Stone Temple Pilots foi por causa do Scott Weiland, não foi?

Foi uma decisão coletiva. Todo mundo estava meio frustrado na época.

E qual o motivo pelo qual vocês voltaram, tantos anos depois?

Há dois anos, tivemos um convite para tocar em dois festivais. Scott estava em turnê, naquela época, mas quando acabou o Velvet Revolver (banda onde estava o vocalista), resolvemos fazer os shows. Foi então que nos demos conta de quanto gostamos de tocar essas músicas, de fazer música juntos. Fizemos mais um disco, que saiu este ano.

Vocês acabam de ser indicados para o Grammy, melhor performance de hard rock. Isso é a prova definitiva de que seu retorno é sério?

A indicação para o Grammy foi uma honra muito bacana. Mas a prova definitiva veio dos fãs. Nossas músicas novas estão tocando muito no rádio.

Na edição de luxo de seu novo disco há uma canção chamada Samba Bossa. É um tipo de bossa grunge. Como surgiu essa gravação?

É uma coisa do Robert (DeLeo, baixista). Ele ama diversos gêneros de música, tem leituras muito interessantes de ritmos. Essa é uma bela peça. É muito provável que a toquemos em São Paulo, eu ficaria feliz se a banda decidisse tocá-la.

E como está Scott? Pergunto isso por causa daquela entrevista que ele deu para uma rádio de Tampa, Flórida (na qual o vocalista não conseguia articular duas frases lógicas em sequência).

Ele vai muito bem. Está muito feliz no palco, fazendo shows fantásticos. Os últimos cinco concertos que demos estão entre os melhores de nossas carreiras.

Duas músicas do seu novo disco, Hichory Dichotomy e Dare if You Dare, elas soam como se fossem versões modernas dos Beatles.

Interessante. Nós gostamos de rock clássico, The Who, Queen. Algumas das melhores canções compostas são dos Beatles. Pode ter algum sabor, mas é apenas uma sensação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.