Presidente romeno é homenageado na ABL

O presidente da Romênia, Emil Constantinescu, recebeu as Palmas Acadêmicas da Academia Brasileira de Letras, ontem, durante cerimônia na sede da instituição. A honraria é conferida aos chefes de estado que difundem a literatura brasileira em seus países. A contrapartida foi de valor parecido. Uma exposição de livros romenos foi aberta e vai ficar na ABL por duas semanas. Traduções da literatura brasileira para o romeno também estão na mostra. Antônio Olinto, Jorge Amado e Gilberto Freyre são alguns dos autores lançados na Romênia. Os livros romenos são uma oportunidade para se conhecer a produção editorial recente do país, num contexto de abertura política há apenas 11 anos. Destaque para as capas das traduções de obras brasileiras, feitas por designers romenos, mas com motivos tropicais. O acadêmico Antônio Olinto abriu a cerimônia. Sua escolha teve um motivo: uma doação de livros que ele fez em 1996 resultou na biblioteca pública de Bucareste, a Biblioteca Antônio Olinto. Em entrevista ao Estadão.com.br, o presidente da Romênia informou que pretende estreitar as relações entre os dois países, agora que diz ter organizado uma equipe para estudar e projetar a cultura brasileira e a lusofonia. "Acabamos de assinar um convênio com a Funarte para levar teatro, exposições, música, além de mais traduções, para a Romênia e trazer os nossos para cá", comentou. O sistema de financiamento da cultura na Romênia é fortemente baseado no Estado, já que as leis de incentivo ainda são pouco expressivas. Em seu discurso, Constantinescu não se restringiu à literatura. Frisou que "milhões de olhos romenos choraram por causa das desgraças dos personagens das telenovelas brasileiras". A cerimônia terminou com uma troca de bustos de escritores. Uma escultura de Machado de Assis enfeitará uma praça em Bucareste e uma do poeta Mihai Eminescu será representado numa praça do Rio.

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