Presidente do Peru diz que Nobel a Vargas Llosa é 'ato de justiça'

Chanceler José Antonio García Belaúnde e o ministro de Cultura Juan Ossio se mostraram 'orgulhosos'

ANSA

07 de outubro de 2010 | 11h38

O presidente do Peru, Alan García, disse que a nomeação de seu conterrâneo Mario Vargas Llosa para o Prêmio Nobel da Literatura de 2010, divulgada nesta quinta-feira em Escotolmo, é uma "honra" e uma iniciativa "emocionante" para todos os cidadãos do país.

"Este é um grande dia para o Peru porque o mundo reconhece a iluminada inteligência e a vontade libertária e democrática de Vargas Llosa. É um ato de justiça enorme que esperávamos desde nossa juventude", declarou o mandatário, que considerou a iniciativa como "emocionante" para todos os cidadãos do país.

Em entrevista à emissora RPP, García destacou as qualidades do escritor, "um extraordinário criador da linguagem e com uma constância de trabalho de mais de 50 anos, que como romancista e dramaturgo penetrou em todos os recantos da criação da linguagem e da comunicação".

O chanceler peruano, José Antonio García Belaúnde, assinalou em entrevista à rádio colombiana Caracol que a população local está muito "feliz e orgulhosa" com o Nobel, já que foi reconhecido "o talento, a vocação e a dedicação permanente de Mario Vargas Llosa".

O ministro de Cultura da nação sul-americana, Juan Ossio, se declarou "muito orgulhoso" pela premiação a seu amigo pessoal. "Não receber o Nobel não lhe tirava o sono", comentou o titular, ao ser questionado sobre se o autor ficou triste nas ocasiões em que não foi condecorado.

Aos 74 anos, Vargas Llosa foi laureado por ter criado uma "estrutura de poder e por suas imagens afiadas da resistência do indivíduo, de sua revolta e fracasso". Entre suas mais famosas obras estão "A cidade e os cães" (1963), "A guerra do fim do mundo" (1981) e "Travessuras da menina má" (2006).

O escritor também atua na política, e se candidatou à presidência do Peru em 1990 -- perdeu as eleições para o ex-mandatário Alberto Fujimori. Recentemente, ele renunciou de "forma irrevogável" à chefia de uma comissão criada para homenagear as vítimas do conflito armado do Peru, em repúdio a um decreto firmado por García, que, segundo ele, favoreceria repressores detidos.

 

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