Presidente do Instituto Modigliani é preso por falsificação de obras do artista

Christian Gregori Parisot assinou a curadoria da mostra 'Modigliani: Imagens de Uma Vida', exposição itinerante apresentada no Masp este ano

19 de dezembro de 2012 | 19h59

Está em prisão domiciliar o presidente do Arquivos Legais Amedeo Modigliani, Christian Gregori Parisot, acusado, na terça-feira, 18, pela Tutela do Patrimônio Cultural da Itália de falsificar obras do pintor e escultor italiano. Na mesma operação, o órgão da Procuradoria da República de Roma condenou também à mesma sentença o marchand Matteo Vignapiano, denunciou sete pessoas e requeriu a guarda de 41 desenhos, 13 gravuras, 4 esculturas em bronze e 1 pintura a óleo creditadas a Modigliani (1884-1920), entretanto, de autenticidade duvidosa. Segundo o jornal Corriere della Serra, o conjunto estaria avaliado em cerca de 6,5 milhões de euros. Parisot, Vignapiano e os outros envolvidos deverão aguardar as análises das obras. 

Já tornou-se uma recorrência a acusação e casos de condenação de Christian Parisot por falsificação de obras de Amedeo Modigliani. Por presidir o Modigliani Institut Archives Légales Paris-Roma, o historiador de arte foi creditado pela filha do pintor e escultor, Jeanne Modigliani, a ser o único responsável por dar o certificado de autenticidade das peças do criador, um dos principais do século 20. 

Este ano, Parisot assinou a curadoria da mostra Modigliani: Imagens de Uma Vida, exposição itinerante apresentada no Masp e em outras cidades brasileiras como Rio de Janeiro e Vitória. A exibição, incluída no calendário do Momento Itália-Brasil, foi realizada em parceria com a Casa Modigliani em São Paulo e teve co-curadoria de Olivio Guedes.

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