Presidente da Colômbia viaja ao México para homenagear García Márquez

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou que viajará ao México para participar ao lado do mandatário mexicano, Enrique Peña Nieto, de uma homenagem póstuma ao escritor colombiano Gabriel García Márquez, que morreu na quinta-feira naquele país aos 87 anos.

Reuters

20 de abril de 2014 | 14h28

O corpo de García Márquez foi cremado em uma cerimônia particular. Na tarde de segunda-feira haverá uma homenagem pública no Palácio de Belas Artes da capital mexicana.

"Viajaremos na segunda-feira ao México para participar da homenagem a Gabo, o maior colombiano de todos", escreveu Santos em sua conta no Twitter, acrescentando que Peña Nieto também estará presente.

Segundo a família, García Márquez morreu em consequência de insuficiência renal e respiratória. Ele esteve recentemente internado em um hospital na Cidade do México por causa de uma infecção pulmonar e das vias urinárias.

Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1982, Gabo foi um dos escritores mais populares, prolíficos e queridos da América Latina, uma região que descreveu de um jeito singular, fundindo o cotidiano com o surreal, inspirado nas histórias de sua avó e em seu tórrido povoado de Aracataca.

O embaixador da Colômbia no México, José Gabriel Ortiz, disse que a família do escritor, a viúva Mercedes Barcha e os filhos Rodrigo e Gonzalo, além de cinco netos, ainda não decidiu se as cinzas serão divididas entre os dois países ou se descansarão em um só lugar.

Tufith Hatum, prefeito de Aracataca, a cidade onde García Márquez nasceu em 6 de março de 1927 e serviu de inspiração para sua obra-prima, Cem Anos de Solidão, pediu que as suas cinzas sejam levadas a essa cidade do Caribe colombiano, imortalizada nas páginas de seus livros com o nome de Macondo. Hatum insiste que o criador de Má Hora: Veneno da Madrugada, deixou um testamento no qual pede que seus restos mortais voltem para sua terra natal.

A casa onde o pai do realismo mágico nasceu foi reconstruída mantendo a sua forma original e atualmente é um museu onde, segundo a Hatum, as cinzas do escritor deveriam permanecer em uma urna especial.

Na terça-feira, dia 22/4, será realizada na Colômbia, na Catedral de Bogotá, uma cerimônia solene em homenagem ao autor, com a participação da Orquestra Sinfônica do país interpretando Réquiem, de Mozart, sob a regência do maestro José Luis Domínguez Mondragón.  

A ministra da Cultura da Colômbia, Mariana Garcés, disse que em 23 de abril, Dia Mundial do Idioma Espanhol, serão lidos em voz alta em todas as bibliotecas públicas do país Ninguém Escreve ao Coronel, um ato em homenagem a García Márquez que será aberto pelo presidente Santos.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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