PRESENÇA BRASILEIRA NA CROISETTE

Em 1985, O Beijo da Mulher Aranha, que Hector Babenco adaptou do romance de Manuel Puig, valeu a William Hurt o prêmio de melhor ator em Cannes. No ano seguinte, o ator recebeu o Oscar da Academia de Hollywood. O Beijo completa 25 anos e Cannes festeja a data exibindo a versão restaurada do cult de Babenco na mostra Cannes Classics. É o Eldorado dos cinéfilos. Só obras-primas restauradas. O festival promete a presença da equipe, Babenco incluído, na exibição do filme.

Luiz Carlos Merten, De Cannes, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2010 | 00h00

Aqui começa a participação brasileira em Cannes, neste ano. Nenhum filme brasileiro vai disputar a Palma de Ouro, mas Cacá Diegues, além de jurado da Cinéfondation, veste-se de gala com a turma jovem de Cinco Vezes Favela (Agora Por Nós Mesmos), a nova versão do filme dos anos 1960, peça importante na deflagração do Cinema Novo. Cinco Vezes Favela ganha sessão especial. Agora, são os jovens da favela que contam suas histórias para o público mais cosmopolita do mundo - Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cacau Barcelos, Luciana Bezerra e Nana Carneiro (quatro deles assinam dois episódios, conjuntamente).

A Quinzena dos Realizadores possui a fama de ser a seção "ousada", pela experimentação da linguagem, de Cannes. É nela que Marina Melchiade e Felipe Bragança vão apresentar seu longa A Alegria. O próprio selecionador da Quinzena, Frédéric Boyer, anuncia seu coup de coeur da programação - La Casa Muda, um primeiro filme uruguaio assustador. Na Semana da Crítica, um curta brasileiro, A Distração de Ivan, de Cavi Borges e Gustavo Melo, participa da competição. Mesmo sem Palma de Ouro, o Brasil terá seus momentos na Croisette, em 2010.

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