Prêmio Shell homenageia Bibi Ferreira e Toni Ramos

Bibi Ferreira e Toni Ramos foram os grandes homenageados do 15º Prêmio Shell de Teatro, entregue na noite de terça-feira, numa festa do Armazem 5 do Cais do Porto. Ela recebeu um troféu pelo conjunto de obra em mais de 60 anos de carreira (embora nenhuma dos cinco espetáculos dirigidos por ela tenha sido indicado), e ele foi escolhido o melhor ator por Novas Diretrizes em Tempos de Paz. Também premiada na edição paulista do Shell, a peça volta a São Paulo no próximo mês, depois de vitoriosa temporada no Rio de Janeiro.Os dois atores confessaram no palco que era a primeira vez que recebiam o prêmio (ele, com quase 40 anos de carreira, a se completarem no ano que vem) e o ofereceram a seus colegas, com palavras de incentivo aos novos atores que começam na profissão.O tom da festa foi de emoção. Desde o início da noite Bibi era saudada com emoção por onde passasse e Toni, como o vencedor da noite. O ator citou toda a equipe de seu espetáculo, disse que via seu início de carreira, na peça Quando as Máquinas Param, de Plínio Marcos, ao lado de Walderez Barros, lembrou Flávio Rangel, que o dirigiu em O pagador de Promessas, e garantiu aos iniciantes o mesmo êxito que ele experimenta em sua carreira, "por respeitar o público que paga para nos ver."15º Prêmio Shell edição cariocaAutor - Walcir Carrasco, de Êxtase Direção - Aderbal Freire Filho, de A Prova Ator - Toni Ramos, de Novas Diretrizes em Tempos de Paz Atriz - Andréa Beltrão, de A Prova Cenário - José Dias, de Teresa d´Ávila, a Santa Descalça Iluminaçao - Renato Machado, de Teresa D´Ávila, a Santa Descalça Música - Gabriel Moura, de Noites do VidigalPrêmio Especial - Nara Keiserman, de O Auto do Novilho Furtado Bibi recebeu o troféu de Irene Ravache, que subiu a pequena escada do palco armado para a entrega do prêmio lépida como uma menina. Bibidisse que o segredo de sua jovialidade, aos 81 anos de idade, é estar sempre em atividade. "O fato é não parar. Considero-metão jovem quanto todos os que receberam o prêmio hoje", disse elaO presidente da Shell no Brasil, Aldo Castelli, disse que a empresa investe anualmente R$ 3 milhões em seus projetos de arte, cultura e desenvolvimento social e lembrou seu pioneirismo, por ter criado o Prêmio Shell deMúsica há 20 anos e ter sido um dos primeiros patrocinadores de teatro, antes mesmo do adventos das leis de incentivo à cultura.A festa lotou o Armazem 5, um antigo depósito de mercadorias do porto do Rio arrendado pela prefeitura, que lá realiza grandes eventos. Lá estavam Lucinha Lins e Cláudio Tovar, Daniel Filho, Flávio Marinho, Drica Moraes e Lárazo Ramos (indicados para melhor atriz e melhor ator), Monique Gardenberg (a criadora do Free Jazz, cujo espetáculo em que estreou como diretora, Os Afluentes do Rio Ota, recebeu cinco indicações, mas ficou sem prêmio) e até Marieta Severo, que chegou depois da cerimônia,quando o local foi transformado numa grande discoteca.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.