Prêmio para uma história de amor

Irmãos Dardenne. Cineastas

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

Um filme de amor dos irmãos Dardenne, é essa a novidade de Le Gamin au Vélo?

Pode-se dizer que sim. Sabíamos, desde o início, que este filme seria diferente e, por isso, resolvemos fazê-lo com uma estrela (Cécile de France) e não uma atriz desconhecida. Toda a construção dramática decorre desse abraço que o menino dá na personagem de Cécile. Isso transforma a vida de ambos.

A bicicleta remete a Vittorio de Sica, Ladrões de Bicicletas?

Desde que começamos a desenvolver o projeto, todo mundo tem nos perguntado sobre isso. A resposta é: não. Nosso cinema pode ser minimalista, mas não é neorrealista. E nem o menino termina carregando o pai, como em De Sica. A figura materna, mesmo que Cécile não seja a mãe, é mais forte como fonte de amor.

Era um filme para ganhar a terceira Palma? (No final, Le Gamin au Vélo ficou com o prêmio especial do júri.)

Não somos colecionadores de Palmas de Ouro (ganharam em 1999 e 2005). O que vale é a exposição que Cannes proporciona. Mostrar o filme para todo o mundo. Tivemos boas reações da imprensa, do público. O que viesse, seria lucro. E se nada viesse, ficaríamos contentes mesmo assim.

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