Prêmio Nobel faz cem anos

O Prêmio Nobel faz 100 anos. Foi concedido pela primeira vez em 1901 para cinco categorias: Física, Química, Fisiologia e Medicina, Literatura e o Nobel da Paz. Em 1968 surgiu o de Economia e em 69 os demais. Desde sua criação, 29 mulheres receberam o prêmio, contra 650 homens, sendo que 23 delas dividiram seu prêmio com homens, mas madame Curie conseguiu o que nenhum homem alcançou: ganhou o prêmio por duas vezes.O prêmio foi criado por Alfred Nobel (1833-1896) que foi um dos homens mais ricos do mundo em seu tempo. Ele inventou a dinamite e registrou mais de 350 patentes. Alfred nasceu em Estocolmo, estudou Química na Rússia e nos Estados Unidos, trabalhou com o pai em uma fábrica de torpedos e minas submarinas em São Petersburgo e após a morte de seu irmão menor e de outras quatro pessoas numa explosão de nitroglicerina, tentou desenvolver uma maneira de manipular essa substância com segurança e em 1866 inventou a dinamite. Viveu em Paris e na Itália, onde morreu. Mas antes pode ver o horror dos efeitos da dinamite usada durante a guerra franco-prussiana, o que o fez deixar toda sua fortuna equivalente a R$ 8,3 milhões para premiar pessoas que contribuíssem para o bem da humanidade.O processo de concessão do prêmio determina que os candidatos se apresentem em fevereiro e são analisados por uma comissão até outubro, quando são divulgados os ganhadores que recebem o prêmio no dia 10 de dezembro, data em que se celebra o aniversário da morte de Alfred Nobel. A comitê que escolhe o prêmio de Medicina, por exemplo, é formado por 45 médicos e professores. Já o de literatura é escolhido por um comitê de cinco pessoas escolhidas pela Academia Sueca da Língua. Cada um dos ganhadores recebe um diploma confeccionado por um artista sueco, uma medalha de ouro e uma remuneração que varia a cada ano, dependendo dos interesses que tenham produzido o capital. Na edição de 2001 será de cerca de R$ 2,5 milhões.

Agencia Estado,

03 de outubro de 2001 | 21h23

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