Prêmio incentiva tendências desde 97

Com o objetivo de apontar novas tendências culturais e incentivar seus principais expoentes, o jornal O Estado de S. Paulo decidiu organizar o Prêmio Multicultural Estadão em 1997, destinado a três criadores, eleitos entre dez indicados, e um fomentador, escolhido entre quatro finalistas. Trata-se do primeiro e provavelmente ainda o único prêmio no País a contemplar todas as áreas da produção artística, intelectual e cultural.Cada criador eleito recebe, além do troféu, a quantia bruta de R$ 30 mil como estímulo à continuidade de suas atividades. O fomentador eleito também é contemplado com um troféu, mas não recebe recursos, por causa de sua condição profissional ou jurídica - profissionais em cargos executivos ou políticos, empresários, instituições e empresas.Na 1ª. edição do prêmio, o colegiado eleitoral era formado por aproximadamente 2 mil profissionais de atuação relevante no processo cultural brasileiro. Os criadores premiados foram o diretor de teatro Antunes Filho, o dançarino, ator, músico e diretor Antônio Nóbrega e a companhia de dança mineira Grupo Corpo. Na categoria fomentador, venceu a associação sem fins lucrativos Vitae - Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social.No ano seguinte, com o número de votantes já aumentado para 3 mil, saíram vencedores, entre criadores, o filósofo, escritor e professor paraense Benedito Nunes, o artista plástico polonês radicado no Brasil Frans Krajcberg e o grupo de teatro de marionetes Giramundo, na figura do professor Álvaro Apocalipse. O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), do Rio, foi escolhido como o melhor fomentador cultural.Em 1999, no 3.º Prêmio Multicultural Estadão, o colégio eleitoral já contava com mais de 3 mil votantes, que escolheram o escritor, cartunista, roteirista e humorista gaúcho Luis Fernando Verissimo; o diretor de teatro paulista José Celso Martinez Corrêa e o músico mineiro Marco Antônio Guimarães, compositor do grupo Uakti. Como fomentador cultural, foi premiado o diretor da Pinacoteca do Estado, Emanoel Araújo.No ano passado, a escolha democrática pelo voto foi feita por cerca de 5 mil profissionais. Depois de quatro horas de apuração pública, realizada na sede do jornal, foram definidos os quatro ganhadores do Prêmio Multicultural Estadão 2000. Entre os criadores, foram escolhidos pelo colégio eleitoral o poeta e crítico Ferreira Gullar, a filósofa Marilena Chauí e o geógrafo Milton Santos. O Projeto Guri ganhou o troféu como fomentador cultural do ano.

Agencia Estado,

14 de fevereiro de 2001 | 17h35

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