Prefeitura do Rio estuda caso Guggenheim

A prefeitura do Rio não deve entraresta semana com recurso contra a liminar que suspende os contratos para instalação de uma unidade do Museu Guggenheim nacidade. A informação é da Procuradoria Geral do Município que ainda estuda detalhes do documento para ver que caminho tomar.A liminar foi cencedida na terça-feira dessa semana pelo juiz João Marcos Fantinato, da 8.ª Vara da Fazenda Pública, atendendoa ação popular proposta pelo vereador Eliomar Coelho, presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara.Ontem, por e-mail, o prefeito César Maia informou que a liminar não atrasa o cronograma da construção do Museu, previsto paraficar pronto em 2006, pois a resistência ao projeto é conhecida e ?estava tudo previsto em nossa reunião em Nova York? (com osrepresentantes da Fundação Solomon Guggenheim). Ele informou também que ?o projeto está andando com vista a licitar asegunda etapa estrutural, já que a primeira, o estudo do solo, já está sendo executada.? Pelo contrato, a prefeitura do Rio devepagar, no próximo dia 30, os US$ 10 milhões à Fundação Guggenheim e ao arquiteto Jean Nouvel, autor do projeto e responsávelpor sua execução, em associação a um escritório brasileiro, para cumprir exigência da lei brasileira que não permite queestrangeiros assinem sozinhos projetos arquitetônicos no País, a não ser em casos especiais. Segundo Maia, esse escritórioestá em fase de montagem e deverá ter 20 profissionais. No entanto, ele não esclarece como agirá se a liminar não for cassada até o fim do mês. Segundo o despacho do juiz, essedinheiro não poderá ser pago, pois há irregularidades no contrato, como a fixação do forum de discussões em Londres, e a suaextensão, mais de dez anos, o que ultrapassa o mandato de Cesar Maia, mesmo que ele se reeleja no ano que vem.

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