Prefeito do Rio garante verba para Sinfônica Brasileira

A prefeitura do Rio de Janeiro voltou atrás e decidiu manter o repasse de R$ 8 milhões à Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). Em reunião realizada na tarde de ontem (2) no gabinete do prefeito Eduardo Paes, com a presença do superintendente da OSB, Ricardo Levisky, e outros três conselheiros, ficou acertado que a parceria entre a prefeitura e a Sinfônica, que já durava 20 anos, será mantida. Na reunião ficou decidido também que o atual secretário municipal de cultura, Sérgio Sá Leitão, passará a integrar o conselho da OSB.

HELOISA ARUTH STURM, Agência Estado

03 de maio de 2013 | 12h05

A suspensão da parceria chegou a ser formalizada pelo prefeito no dia 18 de março, em carta à OSB. O corte representaria um quinto do orçamento da Sinfônica. Desde o dia 20 de março, a OSB tentava marcar uma reunião com a administração municipal para tentar reverter a decisão, sem sucesso. Somente ontem os conselheiros conseguiram agendar a reunião, depois que a notícia veio a público no último sábado, quando o jornal O Globo informou que a prefeitura havia decidido interromper o apoio financeiro para investir na preparação para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Durante esta semana, a prefeitura recebeu duras críticas pela decisão de retirar o repasse. Na terça-feira, o prefeito chegou a dizer, em entrevista coletiva, que "o dinheiro público tem que ser investido em coisas que, de fato, tragam projeção à cidade", e sugeriu que o Rio não precisa de duas orquestras e que a OSB deveria se fundir à Orquestra Petrobrás Sinfônica (Opes).

"O Rio tem duas orquestras sinfônicas. Uma tem como regente Isaac Karabtchevsky, meu querido amigo. Outra tem (Roberto) Minczuk, com quem tenho boa relação. Eu tenho defendido há muito tempo que essas orquestras se integrem e tenham um orçamento, de fato, volumoso, que as permita ter uma projeção que uma cidade como o Rio de Janeiro merece." Na verdade, o Rio conta com três grandes orquestras: além da OSB e da Opes, há ainda a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, fundada em 02 de maio de 1931 - a mais antiga da cidade. Grandes capitais, como Berlim e Viena, têm no mínimo cinco.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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