Prada contraria 'histeria' sobre desaceleração do mercado de luxo

A grife italiana Prada contrariou as preocupações sobre uma forte desaceleração nos gastos com bens de luxo ao apresentar um salto de 59,5 por cento no lucro líquido e afirmar que as vendas nos últimos dois meses ficaram em linha com as expectativas.

FARAH MASTER E ANTONELLA CIANCIO, Reuters

24 de setembro de 2012 | 14h07

"Eu acho que temos que manter a calma e ser menos histéricos. Não vejo um mercado tão dramático", disse Patrizio Bertelli, presidente-executivo da Prada, marca que compete com Louis Vuitton e Gucci no mercado de artigos de luxo.

Os comentários em uma conferência por telefone com analistas ocorreram depois que a britânica Burberry disse este mês que seu crescimento de vendas na China estava muito mais lento do que o esperado, assustando os investidores de luxo e levantando preocupações de que todo o setor estava em risco.

O mercado chinês de luxo, da qual potências globais de luxo tornaram-se cada vez mais dependentes, tem sido atingido por uma demanda mais fraca do que o esperado devido à desaceleração do crescimento e uma repressão por Pequim no consumo conspícuo.

Mas a Prada, de Milão, famosa por seus coloridos vestidos Miu Miu e bolsas de couro, disse que espera "bom crescimento de dois dígitos" em 2012 nas lojas abertas há mais de um ano.

"Hoje, olhando para os números em agosto e setembro, estamos convencidos de que vamos cumprir as metas indicadas no nosso orçamento", disse Bertelli, sem dar mais detalhes.

Questionado sobre a Burberry, Bertelli recusou-se a comentar sobre o seu concorrente, mas disse que a Prada se beneficiou de uma oferta "flexível", que era sensível às condições em seus diferentes mercados.

"Nós pensamos que considerar todos os mercados no mesmo nível é errado. Devemos aceitar a diversidade dos mercados e nos adaptar às diferentes necessidades e tradições", disse o CEO, acrescentando que a Prada estava reduzindo os estoques para manter os custos sob controle.

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