Praça das Artes ganha prêmio de arquitetura em Londres

Praça das Artes ganha prêmio de arquitetura em Londres

Projeto paulistano bateu os principais nomes da arquitetura internacional, como Herzog & de Meuron, Renzo Piano e Hugh Broughton

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2013 | 16h12

Inaugurado no ano passado, o complexo paulistano Praça das Artes ganhou em Londres, na noite de quinta-feira, o troféu de Edifício do Ano do Icon Awards, premiação anual de arquitetura e design instituída pela revista Icon. O projeto paulistano venceu quatro dos maiores nomes da arquitetura mundial: Herzog & de Meuron (que concorriam com o Parrish Art Museum, em Long Island, Nova York), Renzo Piano (que concorria com a torre The Shard, em Londres), o SANAA (que concorria com o Louvre-Lens, museu de arte em Lens, no norte da França) e Hugh Broughton (que disputava com o Halley VI, estação de pesquisas na Antártica).

“Um prêmio como esse dá uma levantada na arquitetura paulistana atual, que há 30 anos não tem um projeto metropolitano de porte como esse”, afirmou o arquiteto Marcelo Ferraz, um dos autores do projeto ao lado de Francisco Fanucci (ambos do escritório Brasil Arquitetura) e de Marcos Cartum.

As obras da Praça das Artes foram iniciadas em maio de 2009, no quadrilátero formado pelas Ruas Conselheiro Crispiniano e Formosa, Avenida São João e Praça Ramos de Azevedo (a chamada Quadra 27, com prédios deteriorados). A edificação ficou pronta no ano passado a um custo de R$ 136 milhões. Atualmente abriga parte dos eventos da Semana Internacional de Música (SIM). Seus 28.500 m2 abrigam a Escola de Dança, a Escola de Música, o prédio do antigo Conservatório Dramático e Musical, e um estacionamento. Congrega o Centro de Documentação Artística e os acervos do Conservatório e do Teatro Municipal, com partituras, programas, livros, discos e documentos.

O júri do Icon Awards (que tem 11 categorias) é ultraestrelado: participaram da votação profissionais como Rowan Moore, crítico de arquitetura do The Observer; Kate Goodwin, curadora da Royal Academy of Arts; Sam Jacob, professor de arquitetura da University of Illinois, Chicago e crítico da Art Review; e Tom Dyckhoff, crítico de arquitetura e design da BBC e colunista do Guardian e do Times.

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