‘Poucos sonharam tão intensamente'

Em nota, a presidente Dilma Rousseff lembra que o arquiteto reagiu às ‘injustiças do mundo’ para sonhar ‘uma sociedade igualitária’

O Estado de S. Paulo,

06 de dezembro de 2012 | 08h19

Nota de pesar da presidente Dilma Rousseff, publicada no Blog do Planalto, inicia-se com a seguinte frase do arquiteto: "A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem". "E poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele", completou a presidente, que chamou Oscar Niemeyer de "grande brasileiro".

"A sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva", continua. "Da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária. ‘Minha posição diante do mundo é de invariável revolta’, dizia Niemeyer. Uma revolta que inspira a todos que o conheceram."

"Nacionalista, tornou-se o mais cosmopolita dos brasileiros, com projetos presentes por todo o País, nos EUA, França, Alemanha, Argélia, Itália e Israel, entre outros países. Autodeclarado pessimista, era um símbolo da esperança."

O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que "Niemeyer foi um gênio da arquitetura mundial. Doce no trato, firme nas suas convicções e amado pelo povo brasileiro".

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