Potes, vasos e copos inspiram mostra em SP

Pote, vaso, copo. Esses utensíliossão o mote de poT, a exposição coletiva que a Galeria FortesVilaça inaugura amanhã à noite. A mostra, que foi apresentada emsetembro na 2ª Bienal de Liverpool, na Inglaterra, tem curadoriade Erika Verzutti e reúne 35 trabalhos de artistas brasileirosde várias gerações - de Hélio Oiticica e Lygia Pape aos jovensTiago Carneiro da Cunha e Marepe - e uma seleção de talentos deoutros países.Como diz a curadora, a forma de vasos e potes presenteem todas as obras é somente uma desculpa para tratar o objetocomo um tema da arte. Primeiro, o pote, o vaso, o copo sãocoisas do cotidiano - uma forma de fazer arte a partir doconhecido -; e, segundo, é uma maneira que o artista tem deretirar de um objeto o que ele pensa. Mais ainda, os "trabalhosdeixam-se confundir com utensílios e enfeites, desafiando oslimites sóbrios entre o artístico e o comum", escreve Erikapara o texto do catálogo que estará à venda na Fortes Vilaça.Muitas das obras são emprestadas de coleçõesparticulares e outras de galerias. Erika também conta que acoletiva foi pensada com a ajuda do artista Alexandre da Cunhaque, assim como ela, está presente na exposição. Ela, com VasoChinês, realizado no ano passado. São papéis tirados da latade lixo, amassados, que formam um vaso. Já Alexandre da Cunhausou desentupidores de borracha para compor vasos que seassemelham a cerâmicas em terracota. O objeto banal toma umaaparência sofisticada. Outro exemplo é o vaso de flores queSérgio Romagnolo fez com plástico moldado.Os outros artistas foram lembrados casualmente. Como diza curadora, "vieram à cabeça com certa rapidez, pensando emtrabalhos de amigos, exposições ou livros que vi algum dia emalgum lugar". Quando a exposição integrou a programação de 30mostras espalhadas por Liverpool - "a Bienal de lá não écentralizada como a de São Paulo, as pessoas devem andar pelacidade para ver as exposições" -, poT contava com um númeromenor de trabalhos.Agora, outros foram lembrados e Erika até mesmo sugereque os visitantes sugiram novos nomes, lembrem de mais artistasque trabalham ou trabalharam com a forma de vaso, ou, indo maisalém, proponham artistas que experimentaram ou experimentam um"jeito mais fluente de fazer arte em que o objeto fale por sisó".poT. De terça a sexta, das 10 horas às 19horas. Sábado, das 10 horas às 14 horas. Galeria Fortes Vilaça.Rua Fradique Coutinho 1.500, em São Paulo, tel. (11) 3032-7066.Até 22/12. Abertura amanhã, das 21 às 23 horas.

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