FOTO TIAGO QUEIROZ / ESTAD?O
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Postos de trabalho na economia criativa crescem no Brasil, aponta estudo

Segmento fechou setembro deste ano com aproximadamente 7,1 milhões de trabalhadores alocados, um total de 868,3 mil postos a mais do que 2020

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2021 | 11h35

O número de postos de trabalho na economia criativa cresceu 14% no terceiro trimestre deste ano no comparativo com igual período do ano passado, aponta levantamento do Observatório Itaú Cultural divulgado nesta terça-feira, 28.  O segmento, que integra publicidade, cultura, gastronomia (considerando os chefs de cozinha), arquitetura, design e artesanato, entre outras atividades, fechou setembro deste ano com aproximadamente 7, 1 milhões de trabalhadores alocados, 868,3 mil postos a mais que os 6,3 milhões verificados no terceiro trimestre de 2020.

Os dados do Observatório Itaú Cultural apontam que também houve crescimento de 5% frente ao segundo trimestre de 2021. No período de abril a junho deste ano, a economia criativa ganhou 324 mil postos de trabalho.

A área da cultura foi uma das que se beneficiou do aquecimento. Neste estrato, a oferta de postos de trabalho cresceu 15%. No terceiro trimestre de 2020 havia 584,2 mil trabalhadores especializados em cultura em atividade no país. No terceiro trimestre deste ano, o número subiu para 675,5 mil.  

“Os dados e a cronologia mostram claramente que a retomada de empregos na economia criativa se deu por conta do avanço da vacinação, que permitiu a retomada das atividades com a reabertura do setor e uma maior confiança do público”, avalia Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

Perfil

O crescimento da oferta de postos de trabalhos formais na economia criativa cresceu 13% entre o terceiro trimestre deste ano e o mesmo período do ano anterior. Já os postos de trabalho informais experimentaram expansão de 15% no mesmo intervalo.

O terceiro trimestre de 2021 encerrou com 4,48 milhões de trabalhadores formais, com carteira assinada, atuando na economia criativa. Os informais somaram 2,69 milhões de trabalhadores no segmento.

O Observatório Itaú Cultural também analisou o crescimento da oferta de postos de acordo com os tipos de trabalhadores que atuam na economia criativa no país. Segundo o relatório, os trabalhadores de apoio (um contador que presta serviços a empresas do segmento, por exemplo) foram os que mais se beneficiaram com a retomada da economia criativa. Neste estrato, a oferta de vagas cresceu quase 20% e foram criados 417,1 mil postos entre o terceiro trimestre de 2021 e o mesmo período de 2020.

Já a expansão da oferta de postos de trabalho para os especializados (trabalhadores criativos trabalhando em suas áreas de origem) foi da ordem de 13%. No período analisado foram criados 336,3 mil postos de trabalho neste estrato da economia criativa.  

Para os trabalhadores criativos incorporados em outros setores da economia (um design que trabalha para indústria automotiva, por exemplo) a expansão foi menor: 6%. Para este estrato foram criados 114,8 mil postos de trabalho entre os terceiros trimestres de 2021 e 2020.

Rendimento médio   

Embora a oferta de postos de trabalho tenha crescido na economia criativa, o rendimento médio dos trabalhadores seguiu em direção inversa e encolheu no período analisado. Em valores deflacionados, o valor médio auferido pelos trabalhadores do sexo masculino da economia criativa no terceiro trimestre de 2020 era de R$ 4.775,00 por mês. No terceiro trimestre de 2021, o valor caiu para R$ 3.999,00 (queda de 16%). 

Entre as mulheres, o rendimento médio encolheu menos: 5%. A remuneração média das trabalhadoras da economia criativa era de R$ 2.615,00 no terceiro trimestre de 2020. No mesmo período de 2021, o valor havia encolhido para R$ 2.406,00.

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