Portugal declara luto nacional de dois dias pela morte de Saramago

Corpo do escritor está sendo velado na Espanha e será repatriado a Lisboa no sábado

Efe,

18 de junho de 2010 | 18h14

LISBOA- Portugal declarou nesta sexta-feira, 18, dois dias de luto nacional pela morte do escritor José Saramago, cujo corpo, velado hoje na Espanha, será repatriado no sábado em um avião do Governo português.

 

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Reunido em um Conselho extraordinário, o primeiro-ministro José Sócrates declarou luto nacional durante sábado e domingo para manifestar "o pesar" pela morte do escritor, que faleceu hoje em sua casa na ilha de Lanzarote.

 

 

"Saramago foi o autor português contemporâneo mais traduzido, com livros editados no mundo todo", destacou um comunicado do Governo, que lembrou os prêmios literários e as diversas honras nacionais e internacionais que o autor recebeu, entre elas o Nobel de Literatura de 1998.

 

O escritor português, que em 1995 ganhou também o maior prêmio das letras portuguesas, o Camões, é "o principal responsável pelo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa", afirmou o Governo de Portugal.

 

A declaração de luto nacional também ressalta a singularidade da criação literária e da vasta obra do escritor, que "enobrecem a língua e a cultura portuguesa" e que se expressam em uma rica produção como romancista, poeta, dramaturgo, cronista, crítico, tradutor e jornalista.

 

Saramago foi, além disso, um "cidadão de reconhecida consciência política e cívica", afirma o Governo português.

 

A ministra da Cultura do país, Gabriela Canavilhas, viaja hoje à Espanha para acompanhar o corpo do autor até seu país natal.

 

A Fundação José Saramago, com sedes na Espanha e Portugal, informou que uma vez em Lisboa, o corpo do escritor será levado em um cortejo fúnebre para o Salão de Honra da Prefeitura de Lisboa, onde permanece até domingo, quando será cremado no cemitério do Alto de São João na capital.

 

Familiares do escritor anunciaram que depois suas cinzas serão repartidas entre seu povoado natal, Azinhaga, na região central de Portugal, e em sua casa em Lanzarote, onde ficarão enterradas junto a uma oliveira.

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