Por um Mozart menos solene, mais leve

Em entrevista reproduzida no programa da peça, possivelmente dada no início do processo de trabalho, o encenador inglês explica suas opções. "Eu vi, nesses últimos 30 anos, muitas encenações de A Flauta Mágica. Pude constatar que o primeiro embaraço, para o diretor e o cenógrafo, é todo esse imaginário que eu considero imponente demais: um pouco como no caso de Carmen, a imagem que projetamos e esperamos pesa muito sobre o resto. A ideia é conseguir que cantores evoluam de maneira natural, viva e querida, no desenrolar da intriga, sem impor projeções, construções, vídeos ou cenários rotativos... Começaremos a trabalhar sem nenhum elemento de cenário, mas a partir da música, perguntando como podemos fazê-la sentir, sem o lado pesado e solene de uma grande ópera."

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

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