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Por causa de propaganda, Scarlett Johansson deixa grupo humanitário

Atriz tornou-se embaixadora de empresa que atua na Cisjordânia, o que ia contra proposta de entidade

AP

30 de janeiro de 2014 | 14h40

Uma máquina para fazer refrigerantes em casa traçou a linha que separou Scarlett Johansson de suas aspirações humanitárias. Após oito anos como embaixadora do grupo Oxfam International, ela rompeu laços com a entidade depois de ver-se no centro de uma polêmica ao assinar contrato com a SodaStream International Ltd., o que implicaria aparecer num comercial no Superbowl, no domingo, um dos eventos de maior audiência da TV americana.

A SodaStream tem sofrido ataques de ativistas pró-Palestina por manter uma fábrica na Cisjordânia, território ocupado por Israel em 1967 e clamado pelos Palestinos. Em resposta às críticas, Johansson afirmou que apoia a cooperação econômica e a interação social entre uma Israel democrática e a Palestina. A Oxfam, por sua vez, opõe-se a qualquer tipo de comércio com entidades israelenses, defendendo que negam direitos aos palestinos. Disse que as atitudes da atriz eram incompatíveis com seu papel como embaixadora.

Scarlett defendeu-se afirmando que houve uma profunda diferença de opinião entre ela e o Oxfam, e decidiu afastar-se do vínculo com o grupo. “Porém, ela está muito orgulhosa de seus esforços para arrecadação de fundos durante o trabalho em conjunto”, disse seu porta-voz. O grupo aceitou a resignação da atriz.

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