POPThiago Pethit e a decadência com elegância

THIAGO PETHIT

O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h08

ESTRELA DECADENTE

Independente

Preço médio: R$ 22

BOM

Álbuns com no máximo 10 faixas são tendência crescente no pop brasileiro em 2012. Depois de Felipe Cordeiro, Lucas Santtana, Caê Rolfsen, Miranda Kassin, Tatá Aeroplano e Afroeletro, entre outros, é a vez de Thiago Pethit dar seu recado (em inglês e português) em 9 canções, 8 delas autorais. Estrela Decadente, com produção de Kassin, é o segundo álbum do compositor e cantor paulistano, que evolui sobre as boas referências de Berlim, Texas (2010). De sonoridade pop vintage, atmosfera underground, ecos do folk/rock dos anos 1960 e 70 e elo com poetas perturbados, Pethit dá um giro pelo lado soturno das relações amorosas e pessoais, faz pacto "demoníaco" com Helio Flanders (na parceria de Devil in Me, uma das melhores faixas), divide os vocais de uma versão de Surabaya Johnny (Brecht/Weill) com sua musa Cida Moreira, que a propagou na cena paulistana, e surpreende com a associação à melíflua Mallu Magalhães em outro dos momentos mais marcantes, Perto do Fim. A faixa de abertura, Pas de Deux, alterna climas entre o folk/charleston e a dance music, num recorte curioso de tempos. É um sinal para as alterações de humor que vêm em seguida, como a bipolaridade bêbada da ronda noturna, decadente, mas com elegância. / L.L.G.

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