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Pop do Metronomy encabeça agenda Indie

Grupo vem dia 31 para festival, e vocalista fala ao ''Estado''

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2011 | 00h00

Banda ultraindie inglesa, o Metronomy foi surpreendido este ano com uma indicação para o Mercury Prize, o maior prêmio da música britânica. Formado em 2006 por Joseph Mount (cantor e guitarrista) Gbenga Adelekan (baixo e voz), a ruiva Anna Prior (bateria) e Oscar Cash (sax e teclados), o quarteto só ficou mais conhecido por conta de alguns remixes que Mount fez para artistas como Franz Ferdinand, Gorillaz, Lykke Li, Klaxons e Kate Nash. Mas agora sua popularidade cresce a olhos vistos.

É nessa vibe que a banda volta ao Brasil após apresentação frugal em 2009 no Festival Planeta Terra. Agora, tocam no dia 31 de agosto no festival Popload Gig, no Beco 203, no Baixo Augusta, às 22 h. Os ingressos já estão à venda e custam de R$ 45 a R$ 110.

Devido ao seu maior hit, A Thing For Me (que soa meio como MGMT, meio como Hot Chip), eles foram rotulados como eletrônicos no ano passado, mas seu som está longe disso - especialmente no disco que acabam de lançar, The English Riviera. "A coisa engraçada é que eu nunca disse que éramos eletrônicos. Por usar sintetizadores, por causa de uma ou outra canção, acabaram achando isso. Esse nosso novo disco tem menos eletrônica, algumas canções são mais acústicas, mais limpas", diz Mount, falando ao Estado por telefone, de Nova York.

De fato, seu terceiro disco, The English Riviera, lançado em abril, é uma viagem climática, quase bucólica às vezes (com um sabor de beach pop dos anos 60, da surf music californiana), e também lembrando alguns momentos de grupos franceses como Air ou Phoenix. Os vocais em falsete de Mount e a bateria mínima e charmosa de Anna Prior são desconcertantemente básicos. "Fizemos algumas pequenas demos de músicas no começo da banda, e às vezes elas eram quase ridículas de tão simples. É uma decisão consciente, de fazer algo o menos pretensioso possível, um som que possa ser charmoso e, com alguma sorte, sedutor", diz Mount.

O cantor não acha adequado comparar o som do Metronomy com o MGMT, o Hot Chip ou o LCD Soundsystem. "Há canções que levaram a comparações, mas há muitas outras que não têm nenhum parentesco. Acho apenas que não é uma representação do tipo de som que fazemos, sem desmerecer os colegas."

O grupo foi formado em Devon, um lugar que, segundo Mount, não oferecia muitas oportunidades para uma banda, não tinha muitos palcos. Então, o grupo foi montado como uma espécie de espelho dos desejos musicais da turma deles - era como se fosse uma banda para tocar nas festinhas de garagem da turma. Já em Londres, eles começaram a ambicionar outras ribaltas, tocando em festivais como o T in the Park.

A descoberta progressiva das qualidades discretas do Metronomy já chamou a atenção do mainstream, e jornais importantes, como o Guardian, fizeram perfis da banda. De Beach Boys a Eagles, eles não evitam mais os temas. "Eu não era um fã de Amy Winehouse, mas não posso deixar de observar que Back to Black é um grande disco. A morte dela foi uma coisa muito triste", disse, sobre a conterrânea famosa que morreu na semana passada.

Joseph Mount diz que a última vez no Brasil foi tão rápida que não deu tempo nem de olhar pela janela (eles também mal foram notados no Playcenter na época, já que os famosos ocuparam todo o espaço midiático). Agora, com uma turnê mais extensa, eles pensam em estreitar a amizade.

O show do Metronomy será no Beco 203, localizado no Baixo Augusta, palco da festa indie, Começa a partir das 22 h, e está na sua sexta edição. Beco 203 (Rua Augusta, 609 - Consolação, tel. 11 2339-0351).

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