Políticos, atores e escritores lêem García Márquez em Madri

As vozes da distante Macondo se expandiram hoje pelo céu de Madri, entoadas por escritores, atores e políticos que emprestaram sua pele e voz aos personagens de Cem Anos de Solidão, o romance mais emblemático de Gabriel García Márquez.A Casa da América de Madri, na central praça Cibeles da capital espanhola, abriu hoje suas portas para render homenagem ao autor colombiano às vésperas de seu aniversário de 80 anos.Personalidades políticas, escritores, atores, compatriotas e representantes das letras latino-americanas ocupavam a Casa da América desde as primeiras horas do dia. As frases iniciais do lendário romance publicado em 1967, foram lidas pela vice-presidente do governo espanhol, MaríaTeresa Fernández de la Vega. Depois dela, se seguiram as secretárias deEstado para a Cooperação Internacional, Leire Pajín, e paraIberoamérica, Trinidad Jiménez.Também participaram da leitura representantes do mundo do cinema, como Marisa Paredes, Mercedes Sampietro, Angeles González Sinde, Emma Suárez, o cineasta colombiano Sergio Cabrera e seu compatriota, o escritor Jorge Franco, entre outros.Quinze minutos, equivalentes a sete páginas do romance, foi o tempo destinado a cada um dos participantes desta leitura que deveria durar 16 horas. Ler Gabriel García Márquez é "um prazer inegável", disse à Efe a embaixadora colombiana na Espanha, Noemí Sanin."Ele nasceu na Colômbia, mas todos que falamos espanhol temos nele um referencial de perfeição, de criação e beleza", disse Sanin que considerou García Márquez um "patrimônio da humanidade".

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