Política e arte em Istambul

"A relação entre arte e política tem sido um foco da Bienal de Istambul pelo menos desde a 9.ª edição, curada por Dan Cameron, em 2003, sob o título de Poetic Justice", diz Adriano Pedrosa, que, ao lado do costa-riquenho Jens Hoffmann, assina a curadoria de Sem Título (12.ª Bienal de Istambul). A mostra, em cartaz na cidade turca entre 17 de setembro e 13 de novembro, tem como "inspiração" a obra do cubano-americano Félix González-Torres (1957- 1996). Ele não está presente com trabalhos, mas como "exemplo notável de artista que articula de forma profunda e complexa conteúdos políticos, pessoais e corporais com preocupações formais, estéticas e visuais", afirma Pedrosa. "A Bienal está ancorada em cinco exposições coletivas, todas tomando trabalhos específicos de Félix como ponto de partida: Untitled (Abstraction), Untitled (Passport), Untitled (History), Untitled (Death by Gun) e Untitled (Ross)." Não foi anunciada a lista de participantes, mas as artes latino-americana - do Brasil, sabe-se de exibição da série Marcados, de Claudia Andujar (foto) e de sala especial de Leonilson - e do Oriente Médio são forte presença.

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