Política cultural: fim da era Dunga

O há pouco empossado secretário do Audiovisual, Newton Cannito, tem adotado o low profile como estilo de administração. Evita dar entrevistas e procura não polemizar com o secretário anterior, Silvio Da-Rin, afastado pelo ministro Juca Ferreira.

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2010 | 00h00

Em Paulínia, Cannito quebrou o jejum verbal e deu uma boa palestra. Com linguagem coloquial, pregou o "fim da era Dunga" também no audiovisual. "Chega de jogar na retranca, precisamos ir para o ataque", afirma.

Para ele, que não adianta xingar o mercado ou bater de frente com as poderosas empresas americanas em seu próprio terreno. "Precisamos explorar imensos nichos de mercado disponíveis." É necessário expandir o circuito exibidor e também trafegar em gêneros inexplorados: "Não fazemos filmes de gênero, como de caubói, trash ou terror, que têm grande apelo popular."

Cannito é cineasta e roteirista de filmes como Quanto Vale ou É por Quilo?, de Sérgio Bianchi, e Broder, de Jeferson De, que concorre em Paulínia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.