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Policial acusado de racismo contra atriz de 'Django Livre' é multado

Há dois anos, sargento algemou Daniele Watts e o namorado após a denuncia de que o casal fazia sexo em um carro

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07 Dezembro 2016 | 10h05

O policial de Los Angeles, que foi acusado de racismo contra a atriz do filme 'Django Livre', Daniele Watts, quando a deteve dois anos atrás, recebeu nesta terça-feira uma multa de 500 dólares por vazar o áudio do incidente.

O sargento da reserva James Parker poderia ser condenado a pagar até 10.000 dólares, mas a Comissão de Ética de Los Angeles considerou apropriado impor a ele uma sanção menor.

"Covardes", criticou a advogada do policial Lawrence Hanna, indignada com a decisão.

"É a primeira vez que fazem isto contra um policial e estão tentando usá-lo como exemplo" para que não se repita, disse à AFP Hanna, antecipando que apelará da decisão.

"Tinham que mostrar que eram durões ao invés de apoiar um oficial da polícia e fazer o certo", acrescentou.

Parker foi acusado de violar as regras éticas da cidade depois de vazar o áudio do incidente vivido com a atriz em setembro de 2014.

Na ocasião, Watts foi algemada brevemente e detida pela polícia, que respondeu a uma denúncia de um casal que supostamente estaria fazendo sexo em um carro estacionado em um bairro sofisticado da cidade.

A atriz, intérprete da personagem Coco no filme de Quentin Tarantino, ganhador de dois Oscar em 2013 - negou-se a mostrar sua identidade aos policiais, que a detiveram até que o namorado dela, Brian James Lucas, a entregasse.

Lucas escreveu na ocasião no Facebook que os policiais agiram como se fosse um caso de prostituição porque ele é branco e ela, negra.

Parker defendeu-se divulgando o áudio do incidente no site especializado em celebridades TMZ, desatando uma reação em cadeia contra o casal, que não contestou a queixa de perturbação da ordem.

Ordenou-se que ambos se desculpassem com o policial.

Parker foi multado em 250 dólares por cada uma das duas acusações que respondia: revelar informação confidencial sem autorização e abuso de autoridade.

Dois policiais testemunharam a favor de Parker na audiência, celebrada nesta terça-feira, destacando que as acusações contra ele não tinham precedentes e que ambos divulgaram áudios de incidentes no passado sem maiores consequências.

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