Polícia recupera "O Grito" e "Madonna", quadros de Munch

A Polícia da Noruega informou nesta quinta-feira que recuperou os quadros "O Grito" e "Madonna" do artista norueguês Edward Munch, dois anos depois de terem sido roubados no Museu Munch, no centro de Oslo."O distrito policial de Oslo confirma que os quadros ´O Grito´ e ´Madonna´ estão sob nossa custódia", anunciou o inspetor responsável pela investigação do roubo, Iver Stensrud, em uma entrevista coletiva.Os quadros foram recuperados após uma operação com agentes armados hoje, nos arredores de Oslo, apesar de até o momento nenhuma pessoa ter sido detida.Os policiais acreditam que os quadros estiveram na Noruega todo este tempo desde seu roubo,há exatamente dois anos e nove dias."É um dia feliz para nós, para o museu e para o público, que logo poderá voltar a ver as pinturas", declarou Stensrud, acrescentando ter sido um triunfo da polícia."Vi os quadros. Têm muito menos danos do que temíamos. Falta apenas uma investigação técnica para determinar com total certeza que são verdadeiros", acrescentou.As autoridades policiais negaram que tivessem pago uma recompensa para recuperar as pinturas e se recusaram a detalhar a operação realizada para recuperá-los.Recompensa de 260 mil eurosA prefeitura de Oslo havia oferecido uma recompensa de quase 260 mil euros pelas obras, que datam do final do século 19. Em 22 agosto de 2004, três assaltantes mascarados, um deles armado com uma pistola, retiraram as obras das paredes do museu, saíram do local e escaparam em um carro roubado.Pouco depois do roubo, o museu foi fechado para revisão dos sistemas de segurança. O museu contava com alarmes, câmeras de vigilância e guardas desarmados, mas nada disso impediu a ação dos ladrões.Em 1994, outra versão de "O Grito" foi roubada da Galeria Nacional de Oslo, mas foi recuperada poucos meses depois. Em maio deste ano, três homens foram presos pelo roubo da obra "O Grito". Petter Tharaldsen foi condenado a oito anos de prisão, Bjoern Hoen a sete, e Petter Rosenvinge a quatro anos, por cumplicidade no crime. Outras três pessoas foram liberadas. Todos os seis acusados haviam se declarado inocentes em fevereiro.

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