Polícia portuguesa apreende 130 quadros falsificados de grandes pintores

A polícia portuguesa informou nesta segunda-feira, 25, que apreendeu 130 quadros de grandes pintores, como Leonardo da Vinci e Pablo Picasso, "supostamente falsos", na maior operação desse tipo realizada no país.

EFE

25 de outubro de 2010 | 16h24

 

Os agentes apreenderam as pinturas e vários certificados que garantiriam sua autenticidade durante uma busca feita em uma casa na cidade litorânea de Cascais, a 25 quilômetros de Lisboa, cuja proprietária seria uma mulher estrangeira que não foi identificada, informaram hoje fontes da polícia.

 

Além de Da Vinci e Picasso, entre os quadros apreendidos há também obras de Miró, Kandinsky, Monet, Modigliani, Matisse e Chagall, entre outros pintores.

 

A polícia assegurou que esta apreensão é uma das maiores realizadas na Europa, o que confirmaria a hipótese de que Portugal tenha se transformado em um ponto habitual das grandes rotas internacionais de falsificação de obras de arte.

 

A dona do imóvel onde foram achados os quadros foi presa, mas o juiz encarregado do caso decidiu colocá-la em liberdade mediante o pagamento de uma fiança e com a proibição de abandonar o país.

 

As forças de segurança portuguesas advertiram aos negociadores de arte para que elevem as precauções, especialmente no caso de quadros de pintores com uma grande cotação no mercado, e que comprovem sua autenticidade antes de efetuar a compra.

 

Também solicitaram a quem tenha adquirido em Portugal algum quadro com estas características sem certificar sua autenticidade que entrem em contato com as autoridades portuguesas.

 

Fontes da polícia asseguraram que esta operação não tem relação com a efetuada no início de setembro, quando foram apreendidas 27 obras falsificadas de artistas como Picasso, Miró, Renoir e Caravaggio, também em Cascais.

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