Polícia pede prisão de três acusados de roubar livros

A polícia pediu à Justiça a decretação da prisão preventiva dos três acusados de furtar livros raros de bibliotecas públicas, depois de concluir o primeiro inquérito do caso. Todos foram indiciados por formação de quadrilha, furto e crime contra o patrimônio. A vítima, no caso, é a Biblioteca Municipal Mário de Andrade. Laéssio Rodrigues de Oliveira, Reginaldo da Silva Alves e Ricardo Pereira Machado negaram as acusações. Oliveira é o único que está preso, pois foi flagrado com os livros retirados da Mário de Andrade. De acordo com o delegado Gilberto Peranovich, que investigou o caso, todos os acusados foram reconhecidos por funcionários de instituições do Rio, Santa Catarina, Minas e São Paulo - eles são suspeitos ainda de furtos em Mato Grosso e Bahia.O delegado também deve concluir nesta semana a apuração do furto de livros e gravuras da Biblioteca do Museu Nacional, no Rio. "Vou pedir o envio do inquérito à Justiça Federal, que é competente para analisar o caso", afirmou Peranovich. No Museu Nacional, os funcionários identificaram o material devolvido pelo correio. São cerca de 100 gravuras e textos de cinco autores. As peças eram dos séculos 18 e 19 e tinham sido arrancadas de in-fólios. Um livro sobre macacos, do especialista Johann Baptiste von Spix, também enviado ao museu, não pertence a seu acervo e pode ter sido roubado de outra instituição.No material que estava com Oliveira, foi localizado o livro A Journey in Brazil (1871), de Louis Agassiz, desaparecido da biblioteca do Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora (MG). A instituição ainda procura dois outros exemplares sumidos desde março.

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