Polícia italiana recupera quadro de Renoir roubado em 1975

Três pessoas foram detidas sob acusação de tráfico de arte; obra corresponde à etapa de maturidade do artista

Efe,

27 de setembro de 2008 | 09h28

Um quadro do pintor impressionista francês Pierre-Auguste Renoir, roubado em 1975 de um colecionador particular de Milão, foi recuperado pela polícia italiana. O quadro, que mostra uma mulher de costas, sentada e nua, segundo informou a polícia italiana, corresponde à etapa de maturidade do mestre impressionista. Foto: AP  A pintura foi roubada junto a outras obras da oficina de um restaurador de Milão, aonde o colecionador, cujo nome não foi divulgado, o levou há 33 anos para reparar uma pequena imperfeição. Durante a operação policial para recuperar o quadro, três pessoas foram detidas sob a acusação de tráfico de arte: Amedea Setti, galerista de 68 anos; Francesco Attisani, de 59 anos e com antecedentes por falsificação de obras de arte; e Aniello Ambrosio, de 50 anos, com penas por tráfico de drogas. Os pesquisadores estão tentando agora investigar como o quadro de Renoir (1841-1919) caiu nas mãos dos detidos. A descoberta foi possível graças à intervenção de um famoso crítico de arte italiano, Vittorio Sgarbi, a quem um dos detidos se dirigiu em maio para pedir uma avaliação da obra e a busca de um possível comprador. Estes esperavam vender o quadro de Renoir, avaliado em 500 mil euros (US$ 730 mil), junto com outra obra atribuída a Edouard Manet (1832-1883), também roubada, mas que era falsa. Após ser contatado, o crítico de arte se dirigiu ao Comando de Carabineiros para a Tutela de Patrimônio Cultural, que comprovou que o quadro de Renoir estava na lista de obras roubadas. Sgarbi convenceu os detidos, que tinham se identificado como galeristas e professores de arte, a mostrar o quadro, e, durante o colóquio, os carabineiros intervieram, recuperando as obras e detendo as três pessoas. O quadro de Renoir será devolvido à família de Milão, enquanto o falso Manet terá que ser destruído ou colocado à disposição, por exemplo, de algum dos museus de falsificações ou réplicas que recolhem este tipo de obras.

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