Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Polícia Federal investiga assalto à Biblioteca Nacional

Servidores reclamam da vulnerabilidade do sistema de segurança e das más condições físicas do prédio

Marcelo Gomes, Rio - O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2014 | 20h19

A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar o furto de um laptop e de um monitor de computador no interior da Biblioteca Nacional, na Avenida Rio Branco, no centro do Rio. O local já foi periciado. O crime ocorreu na madrugada do último sábado. Servidores da Biblioteca reclamam da vulnerabilidade do sistema de segurança e das más condições físicas do prédio centenário que guarda a maior coleção bibliográfica da América Latina, com cerca de 8,5 milhões de volumes.

De acordo com a certidão de ocorrência 383/2014, dois CDs com imagens do circuito de segurança interno foram entregues pela Coordenadoria de Administração da Biblioteca Nacional à PF. As imagens mostram o invasor caminhando por corredores do primeiro e segundo andares do prédio histórico. Os vigias noturnos, de uma empresa terceirizada, não perceberam nada de anormal.

O ladrão pulou a grade que cerca o jardim localizado na parte traseira do edifício, na esquina da Rua México e da Praça Pedro Lessa, e arrombou a janela do banheiro feminino do 2º andar. Ele andou até o hall principal e levou o monitor do computador que ficava sobre o balcão de agendamento de visitas guiadas. Em seguida, desceu para o primeiro andar e furtou um laptop. O assaltante deixou o prédio pela mesma janela. O furto foi noticiado ontem pelo jornal O Globo.

Funcionários da Biblioteca relatam que a Praça Pedro Lessa, na lateral direita do prédio, virou ponto de consumo de crack. Eles não descartam que o crime possa ter sido cometido por um dos viciados que vivem no local.

A direção da Biblioteca enviou uma comunicação interna aos servidores sobre o episódio apenas na última quarta, na qual classifica o furto como um infortúnio. “Reforçamos a segurança e dobraremos o efetivo para os dias de carnaval (...) Estamos tomando também ações para que o entorno da Biblioteca Nacional tenha seu policiamento reforçado pelas autoridades competentes”, diz o comunicado. Ninguém da direção da instituição foi localizado pelo Estado.

Vice-presidente da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional, Lia Jordão cobrou melhorias na segurança do edifício. “Dessa vez levaram um laptop e um monitor. Da próxima, pode ser um livro ou um documento de valor incalculável.”

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