Polêmica contra mudança de nome do CCSP

Uma lei de autoria do vereador Jooji Hato (PMDB) mobilizou artistas de diversas áreas. Intelectuais do porte de Antonio Candido, Davi Arrigucci Jr. e Lorenzo Mammi estão entre os que assinaram um texto de protesto contra a lei que altera o nome do CCSP para Centro Cultural São Paulo Manabu Mabe, aprovada no dia 23 de dezembro. O projeto original previa uma alteração mais radical - Centro Cultural Manabu Mabe -, mas não foi aprovado na Câmara Municipal. Um substitutivo, acrescentando o nome do artista plástico ao original, foi aprovado por meio de um acordo de lideranças. Situado na Rua Vergueiro, 1.000, o CCSP é vinculado à Prefeitura e abriga bibliotecas, teatros, cinema, sala de vídeo, galerias e centro de pesquisa."Artista de renome internacional, um japonês de nascimento que escolheu o Brasil para viver e divulgou o nome do País no exterior, Mabe merece essa homenagem", argumenta Hato. Carlos Augusto Calil, diretor do CCSP, não discute a qualidade da obra do pintor, mas ressalta que "o centro é multidisciplinar, um espaço de convivência de várias linguagens" e o nome de um artista plástico, não importa qual, seria inadequado. "O CCSP precisa de reformas, de recursos financeiros, de apoio, não de mudança de nome."Na quinta-feira, integrantes da Associação dos Amigos do Centro Cultural, sociedade presidida pela professora Ilka Zanoto Marinho, elaboraram um documento dirigido à prefeita Marta Suplicy solicitando o veto à lei. No documento, o nome de batismo do centro é defendido por ser "feliz na sua homenagem à Metrópole e eqüidistante de todos os setores que o integram", sem privilégio de "etnias" ou "setores de arte".

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