Poeta e ativista, autor gerou polêmica com atuação política

Ativista político e poeta, o polêmico Amiri Baraka morreu na quinta-feira, aos 79 anos, em Nova York, depois de uma breve internação, informou seu agente. Nascido em 7 de outubro de 1934 como Everett LeRoi Jones e rebatizado como Amear Baraka e depois Amiri Baraka, ao se converter ao islamismo, ele se autoproclamou "ícone da poesia e ativista político revolucionário".

O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2014 | 02h08

Ganhou o prêmio PEN em 2006 por Tales of theOut and the Gone, mas ficou famoso quando, em 2003, perdeu o título de Poeta Laureado de Nova Jersey pela publicação do poema Somebody Blew Up America (Alguém Explodiu a América), no qual perguntava: "Quem sabia que o World Trade Center seria bombardeado?", insinuando que dentro dos Estados Unidos já se sabia sobre os ataques de 11 de setembro.

Baraka apoiou o regime de Fidel Castro em Cuba Libre e escreveu sobre música, como em Blues People: Negro Music in White America.

Recebido sempre com críticas divididas, suas afirmações, com uma linguagem violenta e uma visão radical do conflito racial, passaram telo teatro, pela poesia e por suas declarações à imprensa, como quando disse: "Não vejo nada de mau em odiar os brancos." / EFE

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