Poesia vira hit na troca de mensagens pelo celular

O celular a serviço da literatura é a mais recente novidade no vasto mercado de telefonia. Com o Celuler, já é possível receber e trocar poesias. Trata-se de um serviço de recebimento de textos de autores nacionais e internacionais em celular, que seduz leitores, através do site www.celuler.com.br.Sem grande divulgação, o projeto Celuler está há um mês ganhando adeptos na base do boca a boca. Hoje já tem cerca 220 celulares cadastrados, mas a meta é atingir 3.500 até fevereiro, adianta seu idealizador Luiz Mendonça, dono da empresa de telecomunicações responsável pelo projeto.Entre os autores cadastrados estão nomes como Aila Magalhães, Alice Ruiz, Beto Quelhas, Débora Novaes de Castro, Domingos Pellegrini Jr., Eliana Mora, Goulart Gomes, José Juan Tablada, Lilian Maial, Miguel Sanches Neto, Paulo Franchetti, Renato Negrão, Ricardo Silvestrin e Sonia Godoy. A variedade de autores se reflete nos gêneros literários contemplados: poesias curtas, haicais, tankas, trovas, poemas-minuto, micropoemas, poetrix, pensamentos e reflexões. Feita a escolha do autor, cabe ao leitor definir em que formato deseja receber a obra dele. São três opções: celulivros coletânea (textos já publicados: você adquire determinada obra e recebe os textos durante um período definido); celulivros inéditos (textos inéditos, recebidos por um período definido) ou celulivros sem fim (textos inéditos, contratados por meio de assinatura mensal que pode ser renovada indefinidamente). Em seguida, preenche alguns dados, emite um boleto bancário e começa a receber os textos, a partir do primeiro dia útil após a confirmação do pagamento. Os preços variam de R$ 17,45 (pacote mensal) a R$ 137,63 (anual). No caso de celulivro coletânea, a assinatura só pode ser feita a partir do pacote de 45 dias, a R$ 22,83. Os escritores recebem 10% de direitos autorais sobre celulivro vendido. "Essa obra fica inédita por 60 dias, depois eles podem publicá-la em outros lugares", afirma o idealizador.

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