Plumagem da Folies Bergère é leiloada em Paris

Muitas penas serão leiloadas em Paris neste final de semana, quando os extravagantes arranjos de cabeça, as peles e os reduzidos trajes cintilantes dos espetáculos da Folies Bergère encontram um novo lar com o maior lance.

ALEXANDRIA SAGE, REUTERS

08 de junho de 2012 | 14h18

Símbolo da joie de vivre da virada do século, a Folies Bergère era um palácio de frivolidade e de entretenimento popular, repleto de garotas quase nuas adornadas por franjas e babados exagerados.

Agora, cerca de 6.000 trajes, pôsteres, programas e parafernália da coleção da ex-diretora Hélène Martini - apelidada de "a Imperatriz da Noite" - serão vendidos em 9 e 10 de junho pelos leiloeiros Bailly-Pommery & Voutier.

Plumas, lantejoulas, brilhos e todo tipo de recurso frufru estão no leilão, de uma anágua florida de cinco camadas digno do mais entusiástico cancã a toucas avant-garde que não pareceriam fora de lugar em Las Vegas.

Estelle Danière, a última líder do coro da Folies, disse que ficou emocionada ao ver todos os antigos trajes em exibição na antiga bolsa de valores de Paris.

"Se eles pudessem falar, o que diriam? Eles teriam muitas anedotas", disse Estelle, usando um traje de prata cintilante com uma fenda alta, a jornalistas na sexta-feira.

"Espero que encontrem alguém que lhes dê uma segunda vida", ela disse. "Eles merecem - encontrar os holofotes de novo e fazer outro show".

Durante seus dias de glória, a Folies Bergère inspirou pintores como Manet e Toulouse-Lautrec, que retrataram as garçonetes e as dançarinas, além de seus admiradores de olhares provocativos.

Também forneceu uma plateia extasiada para os maiores talentos do music-hall, da estrela de cabaré de Montmartre Jane Avril a queridinha da época do jazz Josephine Baker, que virou lenda depois de sua primeira aparição trajando pouco mais do que uma saia feita de bananas.

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