‘Plano nacional deve ir a estados e municípios’

Presidente da editora Unesp e da Associação Brasileira de Editoras Universitárias, José Castilho Marques Neto foi secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) entre 2006 e 2011. Pediu demissão quando a política do livro foi levada à Fundação Biblioteca Nacional e volta agora ao cargo - sem deixar de lado suas funções anteriores.

Entrevista com

MARIA FERNANDA RODRIGUES - O Estado de S.Paulo ,

04 de maio de 2013 | 02h08

Existe uma política pública para o livro e para a formação de leitores? No que ela é, ou  deve ser, baseada?

Existe claramente uma indicação de política que precisa ser totalmente absorvida pelo Estado, que é o PNLL. Seu texto é resultado de um pacto social e de entendimento sobre o que precisa ser feito em longo prazo e a base é objetiva e consequente: Estado e sociedade devem pensar e agir juntos para que o Brasil seja um país de leitores. O plano tem quatro eixos: democratização do acesso, fomento à leitura e formação de mediadores de leitura, valorização institucional da leitura e de seu valor simbólico e desenvolvimento da economia do livro.

O que o MinC espera do PNLL?

A retomada da coerência com os avanços que o plano já alcançou na sua fase de implantação, determinação férrea na inclusão de mais brasileiros no acesso à leitura, ênfase no fortalecimento do sistema nacional de bibliotecas públicas, diálogo e cooperação com a educação e com a sociedade em prol de um país de leitores. Tudo isso integrado com vigor e cooperação ao sistema nacional de cultura dando unidade aos grandes projetos do MinC nessa gestão.

Quais serão as prioridades?

Temos apenas 20 meses para recompor a condução da política do setor no âmbito do MinC, estreitar relações de trabalho com o MEC e seguir com ações de fomento e formação de leitores. Fomentar os Planos Municipais e Estaduais do Livro e Leitura, concretizando nos Estados e municípios os objetivos nacionais também é uma prioridade.

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