Plácido Domingo em noite de gala na <i>Opera House</i> de São Francisco

Um programa excepcional transformou em ópera a celebração dos 30 anos de carreira de Plácido Domingo na Opera House de San Francisco. Anunciado com um ano de antecedência, a homenagem que o diretor artístico da companhia, Lofti Mansouri, chamou Viva Domingo!. Foi aclamado na sexta-feira por um público que esgotou as entradas ao preço de 500 dólares cada uma.O programa de três horas baseou-se em três atos de diferentes óperas: ato II de Fedora, de Umberto Giordano, ato II de Sansão e Dalila, de Camille Saint-Saens e ato IV de Otello de Giuseppe Verdi. As três obras selecionadas contaram com uma cenografia de luxo e tiveram direção musical do maestro Donald Runnicles.Em Fedora, o ato ambientado no final do século XIX em Paris e em São Petersburgo, Plácido Domingo (conde Loris Ipanov) contou com a soprano australiana Elizabeth Whitehouse. Como Sanção, Domingo brilhou ao lado da bela meio-soprano russa Marina Domashenko no papel de Dalila. A cena acontece em 1500 a.C., em Gaza, Palestina. Conhecido como um dos melhores intérpretes de Otello, Domingo concluiu sua atuação junto à soprano americana Carol Vaness, no papel de Desdêmona. Toda a cena acontece no século XV, no porto de Chipre, onde Otello, roído pelo ciúmes, mata a sua amada e suicida-se ao saber da inocência de Desdêmona.Em nome do presidente da câmara municipal, Willie Brown (que não se encontrava na cidade), Mansouri entregou ao tenor espanhol uma proclamação municipal que marcava o dia 2 de junho de 2000 como o dia Plácido Domingo.Plácido agradeceu à companhia e ao público que o segue, mas sobretudo agradeceu à sua esposa Marta e seus filhos por lhe haver apoiado na sua carreira artística, "porque quando se viaja de um lado para o outro, não se pode jantar todas as noites com a sua família". Suas palavras foram aplaudidas de opé por uma platéia em noite de gala e a programa Viva Domingo! terminou com gritos de "Bravo!".

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