Pirataria e dramas pessoais marcam volta de 'O Negócio'

Em nova fase, garotas de programa que usam técnicas de marketing vão atrás de impostora e lidam com namorados

JOÃO FERNANDO, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2014 | 02h08

Não bastassem o tino para multiplicar os ganhos e poder encantar os clientes, as prostitutas da série O Negócio, cuja segunda temporada estreia no próximo domingo, às 21 horas, na HBO, também vão descobrir o talento para brincar de detetive. Na nova etapa, o trio descobre a identidade da impostora que tem faturado ao se passar por Karin (Rafaela Mandelli), que surpreendeu a protagonista no fim da fase anterior. Apesar dos percalços, ela e suas sócias Luna (Juliana Schalch) e Magali (Michelle Batista) verão a conta bancária engordar.

"Elas vão além dos objetivos iniciais", conta Rafaela. "Agora que elas se estabeleceram (na prostituição), vão entrar para o mundo dos negócios", adianta o diretor, Michel Tikhomiroff. Além de tratar dos novos empreendimentos, as três terão de lidar com os problemas de seus admiradores e paixões. Augusto (João Gabriel Vasconcellos), Oscar (Gabriel Godoy) e Yuri (Johnnas Oliva), com que elas se envolveram na primeira temporada, vão bagunçar ainda mais a vida de Karin e Luna. "Esses personagens vêm com mais histórias, que estão entrelaçadas", entrega Juliana.

No primeiro episódio, Luna decide assumir a relação com Oscar e dar um basta no falso namoro que mantém com Yuri para enganar seus pais, que não sabem que ela é garota de programa. O jovem porém, arma uma situação que a faz adiar os planos. Oscar, golpista que ajudou as três, pensa em se prostituir também. Enquanto isso, Karin fica cara a cara com a farsante que usa o nome da Oceano Azul, empresa em que as três usam conceitos de marketing para faturar com prostituição. Ariel (Guilherme Weber), ex-cafetão de Karin, deixará de lado o desafeto com ela para ajudá-la.

Mesmo com a trama que gira em torno das mulheres sensuais, pontuada por cenas de sexo, O Negócio atraiu o público feminino. "A série coloca as mulheres numa situação positiva, pois usam a inteligência para investir. As mulheres entenderam isso e se divertem. Querem saber como os homens se comportam nessas situações (programas)", analisa Roberto Rios, vice-presidente de produções originais latinas da HBO. "A gente se surpreendeu com esse retorno feminino. Elas se identificam com as três porque elas são independentes e vão atrás do que querem", aposta Rafaela.

As atrizes divertem-se ao falar sobre a repercussão da série com família e amigos. "É uma série que não dá para o pai assistir do lado", observa Michelle. "Eu nunca assisti com meu pai. Quando acaba, ele me liga dizendo que foi ótima, que adorou. Eu fico pensando do que ele gostou", ri Rafaela. "Os amigos do trabalho do meu irmão chegam comentando que viram as minhas cenas (de sexo). Mas meu irmão nem liga", entrega Michelle.

Além da exibição na América Latina, O Negócio começará a ir ao ar nos EUA. As sequências calientes serão mantidas. "A série trata disso, não dá para ficar fugindo nem ser pornográfico. A gente mantém a elegância", explica Roberto Rios.

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