Pinóquio em dobro

Boneco que virou menino ganha balé com 350 crianças e nova edição do livro do italiano Carlo Collodi

ANTONIO GONÇALVES FILHO, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2011 | 03h08

Aos 130 anos, Pinóquio, o boneco de madeira que queria virar menino, parece mais jovem do que nunca. Multiplicado por 350 crianças, ele sobe ao palco do Municipal, hoje à noite, numa stravaganza coreográfica, Pinochianas, concebida e dirigida pela bailarina e diretora da Escola de Dança de São Paulo, Susana Yamauchi. A ex-Escola Municipal de Bailados, que completou 71 anos, inaugura uma nova fase pedagógica em sua história com o balé, transformando todos os alunos em solistas.

Por uma dessas coincidências fabulares, a Editora Cosac Naify acaba de lançar no mercado uma edição luxuosa do texto integral de As Aventuras de Pinóquio: História de Um Boneco, do italiano Carlo Collodi (1826- 1890), com delicadas ilustrações de Alex Cerveny, que recorreu a uma técnica do século 19 para executar os desenhos.

Para completar o ciclo de homenagens, a Montblanc lançou na semana passada uma caneta em homenagem ao criador do boneco. Ela vem com um parafuso incrustado no clipe (representando as juntas da marionete) e uma pena de ouro que traz a imagem do grilo falante, a consciência de Pinóquio.

A produção do balé Pinochianas inspirou-se livremente no livro de Collodi, que começou a ser publicado num semanário em 1881. Ele teve inúmeras versões para o cinema e ganhou até uma adaptação para o mangá japonês, a cargo de Osamu Tezuka, criador do Astro Boy. "Escolhemos a história do boneco porque traz à discussão valores importantes e reflete a conduta transgressora de um boneco identificado com o jovem contemporâneo", explica Susana Yamauchi, auxiliada na transposição da fábula para o palco por profissionais como Felippe Crescenti (cenários), Fábio Namatame (figurinos e adereços) e o compositor Ed Cortez, coautor da trilha do filme Cidade de Deus.

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