Pinacoteca recebe arte de Amilcar de Castro

Serão inauguradas no sábado, às 20 horas, na Pinacoteca do Estado, em são Paulo, a exposição deAmilcar de Castro, que contará com 13 esculturas gigantes, 8 bandeiras de grande formato, 24 "desenhos" e 50 esculturas pequenas, e da fotógrafa Vania Toledo, que ficará em cartaz noBravo Café do Ramos. A abertura é para convidados. Nesse dia, também será lançado o livro Amilcar de Castro, uma visãopanorâmica sobre a obra desse artista mineiro que está com 81 anos. O texto é de Ronaldo Brito, as fotografias de Rômulo Fialdini e o lançamento é pelo Instituto Takano.A curadoria da exposição de Amilcar de Castro é deMarcelo Ferraz, que iniciou a idéia para essa mostra lançando um desafio ao artista: ocupar de modo maciço o espaço da Pinacoteca e, desse modo, dialogar com a bela arquitetura do local. Amilcaraceitou sem nenhum receio.Ferraz dividiu a exposição em três módulos. A primeira parte é a que ocupa o espaço de fora da Pinacoteca. Três esculturas gigantes feitas em chapas dobradas estarão no Jardim da Luz. Duas pesam, aproximadamente, 5 toneladas e a maior, 14toneladas. Ademais, há um conjunto de dez esculturas da última produção de Amilcar formadas por blocos de ferro feitos com chapas de 30 centímetros de espessura, um material que o artista procurava há tempos. Esse conjunto forma "muros de ferro encaixados" que pesam de 5 a 8 toneladas.O segundo módulo está abrigado no pátio da Pinacoteca. São as enormes bandeiras, oito telas de 12 metros de comprimento intercaladas entre as janelas do edifício. Essa série foi feitaespecialmente para essa exposição. "As bandeiras acentuam o uso do espaço vertical", diz Ferraz.E o terceiro módulo é a ocupação das três salas dofundo. É a parte intimista da exposição que mostra o caminho da criação de Amilcar. São os desenhos, já que Amilcar diz não ser um pintor e sim um desenhista, as esculturas redondas equadradas de pequeno porte e, uma novidade: um conjunto de seis tampos de mesa em que Amilcar fazia suas produções e que foram retrabalhadas pelo artista para serem expostas. "Estão expostase assinadas", conta Ferraz. Segundo o curador, esse módulo é uma explicação do que o público viu antes nos outros módulos. Vale ressaltar que os chamados "desenhos" são, na verdade, pinturas sobre tela e sobre compensado.A sala central conta com textos sobre o artista, frases de sua autoria (para o espectador entender sua ideologia) e uma escultura de 1953 considerada um símbolo do movimento neoconcreto. Uma referência histórica para o público."Essa mostra é uma mistura de desafio e respeito ao mesmo tempo. É um desafio à matéria, pois Amilcar faz um trabalho que é uma peleja, um abuso. Ele desenha em ferro e recorta em papel", afirma Ferraz. As esculturas são sempre deferro e preservam a cor dessa matéria-prima, uma referência às Minas Gerais, seu Estado natal. Amilcar de Castro é considerado um dos mais importantes escultores brasileiros.Vania Toledo - A fotógrafa apresenta uma série de 26 fotografias coloridas intitulada O Terceiro Olhar, com curadoria de Diógenes Moura. A artista utiliza reproduções dedesenhos de Michelangelo, esculturas de Rodin e aquarelas das flores de Georgia O´Keeffe para realizar seu trabalho. Segundo a fotógrafa, esse é um exercício de olhar sobre duas imagens queresulta na formatação de uma terceira. "É uma homenagem", diz.Amilcar de Castro e Vania Toledo. De terça a domingo, das 10 às 17 horas. Entrada franca. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, em São Paulo, tel. (11) 229-9844. Até 9/12. Abertura sábado, às 20 horas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.