Pinacoteca exibe obras de Willys de Castro

Na fronteira entre a pintura e a escultura, os Objetos Ativos que Willys de Castro (1926-1988) criou entre 1959 e 1962 são parte de um dos momentos mais importantes do neoconcretismo brasileiro. Vindo da atividade pictórica baseada na geometria, o artista começou a fazer obras em que sarrafos de madeira verticais pintados com formas geométricas em suas laterais requerem que o espectador as rodeie para observá-las, fazendo jogo entre o bidimensional e o tridimensional.

AE, Agência Estado

20 Julho 2012 | 10h35

Muitos dos Objetos Ativos de Willys de Castro já estão no exterior (e nas casas de colecionadores) e a Pinacoteca do Estado aposta, também, que o artista será a próxima "bola da vez" - depois de Hélio Oiticica, Lygia Clark, Mira Schendel, etc. - na aclamação de criadores brasileiros no cenário internacional.

Há três anos, o museu paulista começou a preparar uma espécie de "Dossiê Willys de Castro" para catalogar e "criar parâmetros", como diz a historiadora Regina Teixeira de Barros, mais precisos no processo de identificação da produção do artista (até promoveu um seminário internacional, em abril, para abrir a discussão). "O que é documento, o que é obra, o que é estudo?", exemplifica Regina, curadora da mostra Willys de Castro: 1952-1988, que a Pinacoteca do Estado inaugura amanhã.

A exposição, com cerca de 130 peças, tem como ponto de partida o lote de 58 obras de Willys de Castro que já pertenciam ao museu - 56 delas doadas à instituição, em 2001, pelo pintor Hércules Barsotti (1914-2010), companheiro do neoconcretista. "A partir da catalogação desse conjunto começaram as questões sobre Willys", conta Regina. A mostra, que ainda reúne obras emprestadas do Instituto de Arte Contemporânea (IAC), da Coleção Patricia Phelps Cisneros, do Masp e de coleções particulares, é, assim, o resultado de um processo, apresenta o pensamento do artista por meio de pinturas, Objetos Ativos, Pluriobjetos (já mais escultóricos e criados na década de 1980), estudos, projetos, documentos e até suas criações no campo do design gráfico (de 1962 e durante a década de 1970). A exposição até mesmo motivou uma recente doação anônima de 5 obras de Willys ao museu.

WILLYS DE CASTRO - Pinacoteca. Pça. da Luz, 2, 3324-1000. 10 h/ 18 h (fecha 2ª). R$ 6 (sáb., grátis). Até 14/10. Abertura amanhã, 11 h, para

convidados.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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