Pinacoteca abre jardim de esculturas permanente

Um museu ao ar livre, um jardim de esculturas. Ao contrário das outras quatro mostras, Esculturas Brasileiras tem um caráter permanente. "Isso é claro, se a próxima prefeitura deixar", afirmou o diretor da Pinacoteca Emanuel Araújo, curador da exposição ao lado do arquiteto e professor Agnaldo Farias. Os dois, cada qual com seu mérito, promoveram não só um modo novo de consagrar artistas brasileiros, como também o de unir os poderes estadual e municipal. É que o Jardim da Luz, parque contíguo à Pinacoteca do Estado - onde estão expostas as obras - é mantido pela Prefeitura, que retirou diplomaticamente as cercas existentes ao lado do prédio, concretizando uma integração que já deveria ter sido feita há tempos. Uma das saídas do BravoCafé do Ramos dá direto ao parque, que passou por uma reforma paisagística e recebeu um sistema de câmeras, garantindo, segundo Emanuel, a segurança dos visitantes.Inicialmente, a exposição abre com o trabalho de 34 artistas brasileiros - Alfredo Ceschiatti, Amilcar de Castro, Ana Maria Tavares, Angelo Venosa, Arthur Lescher, Bruno Giorgi, Caciporé Torres, Caíto, Calabrone, Carlito Carvalhosa, Elisa Bracher, Francisco Brennand, Frans Weissmann, Iole de Freitas, Ivens Machado, Joaquim Tenreiro, José Bento, José Pedrosa, José Resende, Leon Ferrari, Lygia Reinach, Liuba Wolf, Marcelo Nitsche, Marcelo Silveira, Maria Martins, Nicolas Vlavianos, Nuno Ramos, Raphael Galvez, Rodolfo Bernardelli, Sérgio Camargo, Sérvulo Esmeraldo, Yutaka Toyota, Tunga e Victor Brecheret - mas o "elenco" estará sempre em crescimento. As peças pertencem à Pinacoteca e a maioria foi encomendada para este fim.

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