Pin-up Bettie Page morre aos 85 anos nos EUA

Ex-modelo e atriz americana é considerada uma das pioneiras da revolução sexual que explodiria nos anos 60

Agências internacionais,

12 de dezembro de 2008 | 07h14

A pin-up mais famosa dos anos 50, Bettie Page, cujas fotos ajudaram a desencadear a revolução sexual que iria marcar os anos 1960, morreu na noite desta quinta-feira, 11, em Los Angeles, aos 85 anos, informou seu agente, Mark Roesler, em um comunicado. Ela morreu de pneumonia em um hospital da Califórnia. No dia 2 de dezembro, ela havia sofrido um ataque cardíaco, não recuperou a consciência e permanecia internada.   "Ela era um símbolo do imaginário de uma geração de homens e mulheres com seu espírito intependente e sua sensualidade livre, desprovida de vergonha. Ela era a encarnação da beleza", disse Roesler em seu comunicado. A partir dos anos 90 ela voltou a ter uma série de seguidoras, como a escritora e ex-stripper Diablo Code, premiada com o Oscar de melhor roteiro original deste ano por 'Juno'. Ela fez questão de ir à cerimônia com um vestido de oncinha que deixava à mostra sua tatuagem de uma foto de Bettie Page.   O site oficial de Bettie traz um comunicado noticiando sua morte além de várias fotos da bela ex-modelo e atriz, que chegou a estampar cartas de baralhos e álbuns (clique aqui para ver as fotos). Bettie Mae Page nasceu no dia 22 de abril de 1923, em Nashville, e foi mandada para um orfanato com mais duas irmãs depois que o pai dela foi preso. Bettie descrevia seu pai como um "amigo sexual" que começou a molestá-la aos 13 anos de idade. Formada em artes, ela fez seus primeiros trabalhos como modelo nos anos 1940, após mudar-se para San Francisco.   A partir de 1950, Bettie Page passou a ser a modelo mais fotografada do mundo, especialmente de biquíni e lingerie. Sua imagem virou febre e, na época, seus pôsteres sensuais decoravam os quartos dos jovens. Ela posou para a página central da Playboy em 1955, e fez várias poses sadomasoquistas. Bettie passou décadas em reclusão, lutando contra problemas mentais, e emergiu convertida ao cristianismo evangélico. Desde os anos 90, Bettie concedeu algumas entrevistas, mas nunca se deixou fotograr.   Com a famosa franja preta, os olhos azul-acinzentados e um sorriso largo, Bettie cultivou a imagem de "menina comum". Ex-professora, algumas de suas fotos tinham cenas de agressão e servidão. "Bettie Page personificou o estereótipo dos anos cinqüenta e a sexualidade escondida por baixo da superfície", disseram as autoras Karen Essex e James L. Swanson no livro Bettie Page: A vida de uma lenda das pin-ups, de 1996.   Matéria ampliada às 14 horas

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