Piano jazz ao cair no samba

Maíra Freitas não é da Vila, mas de Laranjeiras. No carnaval, seu coração é do Salgueiro. É cria de conservatório, mesmo nascida de uma porta-bandeira e de um dos maiores sambistas vivos. Em seu CD, mescla Liszt e Jacob do Bandolim. Paulinho da Viola e composições suas, autorreferenciadas. Leva um pagode clássico de Arlindo Cruz, Sombrinha e Luiz Carlos da Vila como blues. Tudo isso conduzida pela mão por Mart"nália, a produtora.

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

16 Abril 2011 | 00h00

"Escolhemos tudo juntas", conta Maíra, que tem 24 anos, 20 a menos do que a irmã mais famosa. Foi ela quem sugeriu Recado (Gonzaguinha) e Monsieur Binot (com participação da autora, Joyce Moreno). Já a versão de A Vida Tem de Continuar veio fácil a Maíra - "estava meio bebum, e imaginei a música lenta..." -, assim como a interpretação retesada, vigorosa, de Disritmia, com o pai. Para Mart"nália, as misturas funcionam porque "ela é pianista clássica, mas é preta, brasileira, filha de Martinho da Vila". "É um exemplo muito legal do que é o ouvido brasileiro."

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