Photoshop para todos a arte do séc. 21 em um software

Photoshop para todos a arte do séc. 21 em um software

Quem acompanha o mundo digital se surpreendeu na semana passada quando a Adobe revelou um novo recurso de seu tradicional programa de edição de imagens chamado "content-aware fill" (preenchimento com reconhecimento de conteúdo, em inglês).

Alexandre Matias, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2010 | 00h00

Para quem não conhece, o Photoshop é o software de edição de imagens mais popular do mundo. Ele não apenas permite que se retoque ou melhore imagens depois de produzidas como também é ótimo para fazer montagens - algumas ficam tão boas que parecem que sempre foram assim. Essa manipulação já está tão incluída no inconsciente coletivo que, sempre que uma imagem parece bonita demais, ela vem seguida do comentário "rolou Photoshop, hein?".

Voltando ao anúncio da semana, o novo recurso permite que os retoques se tornem automáticos. Nas versões anteriores, se você quisesse, por exemplo, tirar as celulites da coxa de uma mulher, bastava copiar um trecho da pele dela e ir repetindo-o várias vezes, cobrindo as deformações originais - num trabalho árduo, que, literalmente, dura horas. Com o preenchimento automático, basta você selecionar o pedaço que você quer mudar, escolher a função e, em questão de segundos, a mudança é feita.

A Adobe não confirma se o novo recurso virá na versão que foi anunciada para o próximo dia 12, mas garante que será implementada em atualizações futuras desta versão. A novidade deve melhorar, e muito, a qualidade do trabalho de designers, ilustradores e publicitários que lidam diariamente com o programa. Mas a melhor notícia desta mudança não é para eles - afinal, têm estagiários e funcionários que viram noites para fazer tais alterações.

Quem se beneficiará mesmo com o novo recurso são amadores, gente que mexe no Photoshop de brincadeira, para matar o tempo e divertir amigos. São pessoas que já fazem isso, mesmo com poucos recursos e sem intimidade com o software, mas que já mexem na paisagem cultural do novo século.

São montagens com personalidades, desconhecidos que se tornam onipresentes (procure "tourist guy" ou "disaster girl" no Google Images) e mashups de imagens de diferentes contextos. Parece brincadeira, mas no início do século 20, o cinema e o fonógrafo também pareciam. Foi preciso a intervenção da tecnologia para que ficasse mais fácil produzir músicas e filmes. E lá vem ela de novo...

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