Petrobrás investe R$ 130 milhões em cultura

A Petrobrás vai investir R$ 130 milhões em patrocínio cultural em 2004. Dessa quantia, R$ 60 milhões vão para novos projetos a serem escolhidos por concorrência pública ou convite e o restante para os que estão em andamento, como a restauração de monumentos históricos ou produção de filmes. São 62% a mais que o total de 2002 (R$ 80 milhões), embora a empresa não tenha ainda o montante deste ano, considerado atípico devido à comemoração dos 50 anos de criação da empresa.O anúncio foi feito hoje na sede da empresa, no lançamento do programa Petrobrás Cultural, que definiu as áreas prioritárias: música, cinema, patrimônio e formação e cidadania. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, principal autoridade presente, comemorou as novas diretrizes. "Agora há unidade de atuação e o Ministério da Cultura torna-se o responsável pela conceituação e articulação das políticas públicas do setor", disse Gil. "Esse anúncio concilia questões que foram levantadas no início do ano, mostrando que há sintonia entre as estatais e o Minc."De concreto, houve poucas mudanças com relação ao passado, a não ser a unificação do orçamento para o setor da Petrobrás e da BR-Distribuidora, que vinha sendo ensaiado desde o período em que Francisco Gros ocupou a presidência da estatal, em 2002. Para a gerente de Patrocínio da estatal, Lorena Coelho, a principal mudança foi o fim da segmentação dos diversos programas. "Agora pensamos o setor como um todo e não nos dividimos mais em compartimentos estanques", explicou ela. A distribuição dos investimentos continua dividida entre projetos convidados pela estatal e os escolhidos em concorrência pública. Estes começam a ser licitados na próxima segunda-feira, quando o edital dos concursos estarão disponíveis no site da empresa, que receberá propostas até 16 de janeiro. A divulgação dos resultados acontecerá no fim de março de 2004. A única exigência para todos os projetos é sua aprovação nas leis federais de incentivo à cultura, Rouanet e Audiovisual. O gerente de Distribuição e Marketin da BR-Distribuidora, Sérgio Bandeira de Mello, ressaltou que, apesar dessa exigência, o monetante dos investimentos não estará condicionado à renúncia fiscal. "Ela depende do lucro da empresa e não sabemos ainda de quanto será", adiantou. "Daremos preferência a esse recurso, mas o investimento será o mesmo, independente de outros fatores."

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