Peter Murphy, líder do Bauhaus, vem ao Brasil pela 1ª vez

Avô do rock gótico, ícone do pós-punk, faz show-solo em 14 de fevereiro no Via Funchal e promete surpresas

AE, Agencia Estado

27 de janeiro de 2009 | 10h06

Quem foi gótico nos anos 1980 sabe que duas músicas eram obrigatórias para os caras de preto da época: Love will tear us Apart, do Joy Division, e Bela Lugosi´s Dead, do Bauhaus. Pois bem: aquela voz tonitroante que cantava Bela Lugosi´s Dead, está chegando ao País pela primeira vez. Trata-se de Peter Murphy, o líder e vocal do Bauhaus, que toca com seu grupo no dia 14, no Via Funchal, em São Paulo.Murphy pretende gravar um disco ao vivo na América do Sul, mas não no Brasil: será no Grand Rex Theater, em Buenos Aires, no dia 11. "É só por uma questão de praticidade. O nosso produtor pesquisou e o aluguel de estúdio e equipamento sairia mais em conta na Argentina. Queremos capturar o clima do final dessa turnê antes de eu começar a gravar meu novo disco", explicou Murphy.O cantor vive em Istambul, na Turquia, desde os anos 1980. Casou com uma coreógrafa turca que vivia em Londres e migrou. Tiveram dois filhos, uma garota que hoje está com 21 anos e um garoto de 17. Ele passou a simpatizar com o islamismo, com "o tesouro cultural" dessa religião e sua espiritualidade."Os islâmicos da Turquia não são como alguns outros. Não há gente lá jogando bombas, são pacíficos. Não vejo diferença entre católicos, muçulmanos, budistas: a mensagem é a mesma, é amar ao próximo. Me tornei próximo do islamismo, mas não vou sair por aí dizendo que tudo mudou em minha vida. Nada mudou. Você tem de ser você mesmo para ter fé".Em 1978, em Northampton, Daniel Ash, Murphy, David J. e Kevin Haskins fundaram o Bauhaus, batizado com o nome da comunidade alemã de vanguarda, e que influenciou barbaramente gerações inteiras de bandas. Em 1982, eles deram régua e compasso para o filme Fome de Viver (The Hunger), com David Bowie e Catherine Deneuve. Em 1983, separaram-se e Murphy começou a trilhar carreira solo. No ano passado, fizeram uma reunião e, em 18 dias, gravaram Go Away White, seu quinto álbum de estúdio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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