Peter Greenaway abre a 16.ª edição do Videobrasil

Evento passa a valorizar a mescla entre cinema e vídeo, com direito a performance do cineasta britânico

Camila Molina, do Estadão,

28 de setembro de 2007 | 16h46

Videobrasil - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica mudou de endereço. Em sua 16ª edição, passa agora a ser realizado no prédio do Sesc Avenida Paulista, em São Paulo. Deixa os amplos espaços do Sesc Pompéia para ocupar cinco andares do edifício, transformando-se agora, como diz a curadora do festival e diretora da Associação Cultural Videobrasil, Solange Oliveira Farkas, em um evento "vertical" daqui em diante.  Veja também: Galeria de fotos  Para marcar seu novo território, a estratégia foi dar maior fôlego ao festival, que neste ano, sob o título Limite - Movimentação de Imagem e Muita Estranheza, tem como tema a criação que nasce da contaminação do cinema com a videoarte, da fusão de diversas experiências artísticas. A síntese dessa proposta curatorial está no trabalho de uma grande estrela que este Videobrasil traz a São Paulo, o cineasta e artista britânico Peter Greenaway, que vai fazer domingo, a partir das 20 h, performance com edição de imagens na fachada lateral do Sesc Avenida Paulista, na Rua Leôncio de Carvalho, marcando a inauguração do festival. Dentro da estratégia de dar fôlego ao 16º Videobrasil não está somente a vinda de Greenaway e de suas obras. O festival neste ano coloca à luz não apenas a produção dos chamados países periféricos dentro de sua mostra competitiva (com 66 obras) Panoramas do Sul, sua bandeira há tempos, como também o evento ganha um forte caráter expositivo desta vez. O festival apresenta uma retrospectiva do artista alemão Marcel Odenbach no 5º piso; expõe Tulse Luper Suitcases de Greenaway, uma instalação digna de qualquer mostra de artes plásticas no 4º andar; assim como exibe as obras de seus destaques: Arthur Omar, Edgard Navarro, Carlos Adriano; o trabalho da dupla Detanico&Lain no saguão do prédio; e, na marquise do  difício, de Low Pressure (Revezamento 3x1), de Eder Santos, uma grande projeção horizontal da performance de um nadador. Sem contar, ainda, a mostra Um Punhado de Prazeres, com programação no CineSesc, que apresenta retrospectiva de f lmes do americano Kenneth Anger e obras de outros criadores, entre eles, Andy Warhol, Jean Genet e Jack Smith. São, em sua maioria, referenciais históricos dentro do projeto curatorial.  Ainda bem que dinheiro não é problema para esse caroprojeto do 16º Videobrasil, já que o Sesc São Paulo, realizador o evento bienal, banca quase que 100% de seu orçamento, como dz Solange (mas sem revelar o montante). A amplitude do festival ainda conta com a realização de um seminário, de palestras e lançamento do Caderno Videobrasil, da inauguração no mezanino do Sesc Paulista de uma videoteca permanente com o cervo do festival (primeiramente, estarão já disponíveis cerca de 300 títulos, inclusive da programação desta edição) e a realização de uma seção do evento no Museu de Arte Moderna da Bahia, instituição da qual Solange Farkas é diretora.  Depois da performance de Greenaway, ocorrerá na segunda-feira evento de abertura do festival, para convidados, com a exibição da cópia restaurada e digitalizada do clássico filme Limite, de Mario Peixoto, de 1930. "O Peixoto seria um videoartista hoje", diz Solange. "Antes, as experiênci s das aes, do cinema e do vídeo existiam isoladas", continua a curadora, detectando que agora, e há mais de meio século, artistas diversos experimentam e usam como referência o suporte cinematográfico para criar no campo ágil do vídeo. 16.º Festival Internacional de Arte Eletrônica Sesc - Videobrasil. Sesc Avenida Paulista. Av. Paulista, 119, 11-3179-3700 ou 0800-118220. 3.ª a dom., 11h/21h. grátis, as sessões de cinema e vídeos no Cinesesc (Rua Augusta, 2.075). R$ 6, os seminários. www.videobrasil.org.br/16. Até 25/10

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