Pesaro e Alquéres cotados em São Paulo

Ao contrário da esfera federal, a disputa sucessória no âmbito estadual, em São Paulo, é bem menos desenvolta. Dois nomes, entretanto, despontam com mais força até agora para integrar o secretariado de Geraldo Alckmin, eleito em primeiro turno. O primeiro é o de Hubert Alquéres (foto), que atualmente está na presidência da Imprensa Oficial.

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2010 | 00h00

Mas Alquéres se diz satisfeito com o cargo na Imprensa Oficial, além de haver um movimento da área cultural para que ele permaneça no posto - ele já foi secretário de Comunicação na primeira fase do governo Serra, mas foi afastado após uma acusação de conflito de interesses. Poderá voltar à Comunicação ou mesmo assumir a Educação.

O segundo nome, este mais sólido, é o do sociólogo Floriano Pesaro, ex-secretário de Desenvolvimento Social da gestão Kassab e atual vereador pelo PSDB. Paulistano de 42 anos, Floriano Pesaro é formado pela USP e foi eleito vereador com 31 mil votos. É membro do Conselho Municipal da Juventude (1ª gestão), como representante do Legislativo municipal, e faz parte de seis comissões na Câmara.

Nomes que já ocuparam o cargo, como o cineasta João Batista de Andrade, engajaram-se fortemente na campanha do PSDB, mas são vistos com reservas por boa parte da comunidade cultural, que não avaliam positivamente sua gestão. Convidado, Andrade não assinou o manifesto pró-Dilma, marcando presença na oposição. Na segunda-feira, postou o seguinte em seu blog: "Tenho dito que faltam, no imaginário dos artistas e dos intelectuais brasileiros de hoje, as lutas sociais. Elas estiveram presentes num largo período de nossa história e nos principais movimentos culturais, mesmo os mais vanguardistas, como a Semana de Arte Moderna e o Cinema Novo. Não é o que se vê hoje."

Outro nome muito comentado é o de José Henrique Reis Lobo, ex-secretário estadual de Relações Institucionais e presidente do diretório municipal do PSDB de São Paulo. Lobo, de atuação destacada como conselheiro da TV Cultura, deixou o governo estadual no início deste ano para cuidar da campanha presidencial do tucano José Serra (PSDB). Mas ele mesmo não parece levar a sério a possibilidade. "Não sou candidato a nada", disse a amigos próximos. O nome de Marcos Mendonça, principal nome da Cultura no governo Covas e Alckmin no passado, é visto com ceticismo, mas tem ainda peso considerável. Claudia Costin, sempre lembrada, tem cargo no Rio. Outros colaboradores da área são: Ivam Cabral (Teatro), José Roberto Walker (TV Cultura), André Sturm (Cinema) e Jorge Cunha Lima (Escritor, TV Cultura).

APOSTAS

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Bolsa de São Paulo

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Floriano Pesaro

Hubert Alquéres

José Henrique Reis Lobo

Marcos Mendonça

João Batista de Andrade

André Sturm

Claudia Costin

José Roberto Walker

Jorge Cunha Lima

Ivam Cabral

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