Perto dos 100 anos, grife Zegna aposta nos mercados emergentes

A Ermenegildo Zegna, grife italianade alfaiataria masculina, pretende finalizar a abertura de 100lojas até o final de 2008, sendo 60 em mercados emergentes,como o Brasil, que terá ao todo cinco lojas em São Paulo e Riode Janeiro. Segundo Zegna, o mercado de luxo vem crescendo fortementeem países como China (50 por cento ao ano), Índia (25 porcento) e na América Latina (30 por cento). "É dos mercados emergentes que vem o crescimento, que vemos novos clientes", disse Ermenegildo Zegna, ou Gildo, neto dofundador da grife, que completa 100 anos em 2010. Zegna, quarta geração da família que cuida da empresa,participou nesta terça-feira do seminário Fashion Marketing, emSão Paulo. Nesta semana, ele também inaugura uma das duas novaslojas em São Paulo, no bairro Jardins. A segunda será noShopping Cidade Jardim, ainda em construção. A grife, famosa pelos ternos e tecidos de fabricaçãoprópria, tem um quarto de seu faturamento proveniente dosEstados Unidos, seguidos de Itália e China, que disputam osegundo lugar, embora o crescimento deste setor na Itália nãochegue perto do chinês. Zegna, cuja grife também produz óculos, artigos de couro,perfumes e roupas mais informais, afirmou que a América Latinaaparece com 3 por cento dos ganhos da grife, mas que tempotencial para dobrar esse número em três anos. "Até 2010, os mercados emergentes têm potencial para ser 30por cento de nossas vendas", disse o empresário. "Há de se ter alcance global, não ficar apenas em seu paísde origem, caso contrário fica difícil crescer", afirmou Zegna,nome presente em mais de 500 pontos-de-venda espalhados pelomundo. O italiano contou que a grife está no Brasil desde 1947,quando seu avô tinha um representante no país para vender ostecidos da Zegna. Muitas décadas depois, em 1998, passaram a vender dentro daDaslu e, no começo dos anos 2000, abriram duas lojasfranqueadas em São Paulo e Rio, que agora são lojas próprias. A aposta da Zegna em mercados emergentes é pioneira.Segundo Zegna, a grife de luxo foi a primeira a explorar omercado chinês, em 1991. "Alguns acharam que éramos loucos, e no começo perdemosmuito dinheiro", disse, acrescentando, porém, que hoje possuemseis lojas em Pequim e outras seis em Xangai. O empresário afirmou que o principal desafio de apostar nummercado como o Brasil são os altos impostos, que elevam demaisos preços dos produtos importados. "Mas isso não impediu nosso investimento... Quando entramosna China também era assim", disse. "Estamos no Brasil a longoprazo. Os próximos dois anos são de consolidação e depois vamoscontinuar (a abrir mais lojas)."

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